- A Polícia Federal estimou o rombo em R$ 54 bilhões decorrente das fraudes na Americanas, incluindo impactos no balanço, custos de investigação e no processo de recuperação judicial.
- O valor é mais do que o dobro dos R$ 25 bilhões divulgados pela própria empresa.
- A 10ª Vara Federal do Rio de Janeiro determinou o bloqueio de bens de acionistas de referência com base nessa estimativa.
- O cálculo detalha danos: patrimônio líquido da Americanas S.A. em R$ 31,3 bilhões; perdas de credores no processo de recuperação judicial em R$ 12,9 bilhões; queda no valor das ações entre R$ 8,3 bilhões e R$ 10 bilhões; custos com investigação em R$ 0,8 bilhão; custos com recuperação judicial em R$ 0,066 bilhão.
- O relatório está relacionado à segunda fase da Operação Disclosure e gerou dúvidas no mercado sobre os números.
A Polícia Federal (PF) lançou uma estimativa de rombo de 54 bilhões de reais relacionados às fraudes na Americanas. Além das distorções contábeis, a PF considerou custos com investigações da própria empresa e com o processo de recuperação judicial. A quantia é maior que os 25 bilhões calculados pela própria varejista.
A PF sustenta que a soma inclui danos materiais e emergentes, conforme laudo complementar. A 10ª Vara Federal do Rio de Janeiro determinou o bloqueio de bens dos acionistas de referência da Americanas com base nessa estimativa.
A perícia aponta que o patrimônio líquido da empresa recuou em 31,3 bilhões de reais. As perdas dos credores com a recuperação judicial somaram 12,9 bilhões. A queda no valor das ações ficou entre 8,3 e 10 bilhões. Custos com a investigação chegaram a 0,8 bilhão e com o processo de recuperação, 0,066 bilhão.
Detalhes da estimativa
- A PF enfatiza que o laudo reconhece os impactos diretos da fraude sobre o balanço e o valor de mercado.
- A defesa de investigados questiona o montante indicado pela PF e aponta divergências com a avaliação da empresa.
- A autoridade também relaciona a fraude aos custos operacionais da apuração e às medidas de recuperação judicial adotadas.
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