- O Rio de Janeiro registrou aumento de roubos de carga em 2025, com 779 ocorrências de janeiro a maio, alta de 32,5% ante o mesmo período de 2024.
- A Polícia Civil aponta atuação do Terceiro Comando Puro, facção rival do Comando Vermelho, como parte do motivo do crescimento.
- Em nível nacional, o Rio lidera os registros de roubos de carga em 2025, com 3.777 ocorrências, seguido por São Paulo; o Sudeste concentrou 86,8% dos casos.
- A operação Torniquete, das polícias Civil e Militar, levou à prisão de 1.050 pessoas desde setembro de 2024 e à recuperação de cargas avaliadas em R$ 56 milhões.
- Cargas de alimentos e cigarros são as mais visadas; mercadorias desviadas costumam chegar a pontos de grande circulação, como estações de trem e feiras, com atuação no complexo da Maré.
A cidade do Rio de Janeiro registra nova alta de roubos de carga neste ano. Dados do Instituto de Segurança Pública apontam 779 ocorrências de janeiro a maio, alta de 32,5% frente ao mesmo período de 2024. Correntes de crimes são atribuídas a facções criminosas em disputa.
O aumento é ligado à atuação do Terceiro Comando Puro, facção rival do Comando Vermelho, que tem usado o roubo de cargas para financiar atividades criminosas. Embora o TCP tenha menos comunidades dominadas que o CV, o impacto envolve operações logísticas na cidade.
Segundo a análise do setor, o estado lidera os registros nacionais desde 2025, com 3.777 ocorrências, seguido por São Paulo. A região Sudeste concentra quase 87% dos casos, enquanto o Rio apresenta média de dez crimes por dia.
Dados e contexto
A rede de ocorrências se concentra no meio da semana, pela manhã, com cargas de alimentos, cigarros, medicamentos, bebidas e eletroeletrônicos entre os itens mais visados. Em muitos casos, mercadorias desviadas são revendidas em pontos de alto fluxo.
Polícia Civil do Rio afirma manter a operação Torniquete, foco em repressão a roubos, receptação de cargas e veículos. A ação já resultou na prisão de 1.050 pessoas desde setembro de 2024 e na recuperação de cargas avaliadas em 56 milhões de reais.
Ações e desdobramentos
O cruzamento de dados entre o Isp e o Mapa Histórico de Grupos Armados aponta maior concentração de registros em bairros sob influência do TCP, como Maré, Israel e Pedreira. Em Pedreira, cargas desviadas chegam a comerciantes ilegais em estações de trem e feiras.
Em 2024 foram instalados blocos de concreto em ruas da Maré para dificultar passagem de caminhões. A medida gerou protestos locais, com argumento de obstrução do direito de ir e vir. A polícia diz que ações técnicas ajudam a direcionar operações conforme a dinâmica criminal.
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