- A Organização Internacional do Trabalho estima que o trabalho de cuidados não remunerado pode representar 9% do PIB global, somando cerca de US$ 11 trilhões.
- Segundo a OIT, 16,4 bilhões de horas diárias são dedicadas a esses cuidados em 64 países, envolvendo 2 bilhões de pessoas que trabalham sem remuneração.
- No Brasil, as mulheres continuam a representar grande parte do cuidado remunerado não doméstico; em 2019, 14,2% das mulheres ocupadas trabalhavam em atividades domésticas remuneradas.
- Políticas públicas já foram criadas: o Uruguai criou, em 2015, o Sistema Nacional Integrado de Cuidados; o Brasil regulamentou, em 2025, o Plano Nacional de Cuidados Brasil que Cuida, com adesão voluntária de estados e municípios.
- A OIT projeta que, até 2030, 2,3 bilhões de pessoas vão precisar de cuidados.
A economia do cuidado, já reconhecida por especialistas, envolve atividades diretas, como assistir idosos, e indiretas, como limpar a casa. O tema ganha força diante do envelhecimento populacional e da maior participação feminina no mercado de trabalho.
Segundo dados da OIT, o cuidado não remunerado representa até 9% do PIB mundial, caso fosse pago ao salário mínimo por hora. Isso equivaleria a US$ 11 trilhões, somando horas dedicadas diariamente por 2 bilhões de pessoas.
No Brasil, o trabalho de cuidado remunerado é principalmente feito por trabalhadoras domésticas, em grande parte informais. Em 2019, 14,2% das mulheres ocupadas atuavam em atividades domésticas remuneradas.
Países já atuam na formulação de políticas públicas. Uruguai criou, em 2015, o Sistema Nacional Integrado de Cuidados (Snic). O Brasil regulamentou, em 2025, o Plano Nacional de Cuidados Brasil que Cuida, com adesão voluntária de estados e municípios.
Pelas projeções da OIT, até 2030 cerca de 2,3 bilhões de pessoas precisarão de cuidados, sinalizando demanda crescente e desafios para gestão pública. A expansão envolve mudanças estruturais e políticas de proteção social.
Contexto internacional
- A organização aponta que a maioria das atividades de cuidado não é remunerada e recai sobre mulheres.
- A demanda aumenta com envelhecimento populacional e famílias menores.
Brasil: estado atual e medidas
- Dados de 2017-2018 indicam que 57,2 milhões de domicílios no país gastam com serviços domésticos e cuidados.
- A participação feminina no mercado de trabalho impulsiona a necessidade de serviços de cuidado acessíveis e formais.
Perspectivas e movimentos
- Observa-se avanço de políticas de cuidado em diferentes nações, com foco em direitos, proteção social e crédito social para quem presta serviços de cuidado.
Observação: as informações seguem dados oficiais da OIT e IBGE, bem como iniciativas públicas.
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