- Grandes bancos receberam sinais de que o governo pode lançar leilões extraordinários de recompra de títulos públicos, principalmente NTN-Bs, para conter a escalada dos juros reais.
- No mercado, o juro real do Tesouro IPCA+ ficou em torno de 8,5%, enquanto títulos prefixados chegaram a cerca de 14,7%.
- Em junho, o Tesouro agiu de maneira defensiva, reduzindo lotes e cancelando leilões tradicionais, reforçando a opção pela recompra.
- A ideia é recomprar papéis longos vendidos por fundos para reduzir o risco e aliviar a pressão sobre os balanços do mercado, evitando contaminação na rolagem da dívida.
- O anúncio pode ocorrer a qualquer momento, conforme o comportamento da curva de juros nas próximas sessões.
Grandes bancos receberam sinais de que o governo pode lançar leilões extraordinários de recompra de títulos públicos, principalmente NTN-Bs, para conter a escalada dos juros reais. As indicações aparecem nos bastidores, com foco no cenário de junho, no Tesouro Nacional.
A sinalização aponta uma resposta a juros altos. Na prática, o Tesouro busca aliviar a pressão sobre o mercado ao recomprar papéis longos vendidos por fundos e investidores, reduzindo o risco de piora no custo de rolagem da dívida.
Os juros observados no mercado indicam a preocupação com a disfuncionalidade no secundário. NTN-Bs atingiram cerca de 8,5% de juro real ao ano; títulos prefixados, aproximadamente 14,7%. A medida visa impedir contágio via curva de juros.
Instrumento de recompras extraordinárias
A avaliação das tesourarias é de que o anúncio pode ocorrer a qualquer momento, dependendo da evolução da curva nas próximas sessões. Em junho, o Tesouro já adotou postura defensiva, com redução de lotes e cancelamento de leilões tradicionais.
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