- Economista Benjamin Mandel afirma que Kevin Warsh, ao frente do Fed, tende a subir juros no curto prazo, o que pode impactar as condições monetárias globais.
- A credibilidade do Fed aparece como tema central, já que a inflação dos EUA permanece acima da meta de 2% por cinco anos consecutivos, com possibilidade de sexto e sétimo anos.
- Warsh busca deixar marca desde o início da gestão, considerando reformas institucionais e mudanças diretas na política monetária para conquistar legitimidade.
- Mandel aponta que reformas institucionais tendem a avançar lentamente, tornando a política monetária o instrumento de ação mais imediato.
- O economista comenta que há pressão política de Donald Trump sobre o Fed, mas as expectativas de inflação a médio e longo prazo continuam bem ancoradas pelos mercados, ainda que haja impacto no poder de compra consumidor.
O mercado acompanha a credibilidade do Federal Reserve diante da inflação persistente acima da meta. O tema ganha destaque com a atuação de Kevin Warsh como novo chair do Fed e os sinais sobre suas linhas de atuação. Economistas destacam riscos e impactos para a política monetária global.
Benjamin Mandel, chefe de pesquisa da Jubarte Capital, avalia o perfil de Warsh e suas intenções à frente do Fed. A leitura é de que o novo chair pode inclinar-se por aumentar os juros no curto prazo, o que geraria efeitos sobre as condições monetárias globais.
A discussão sobre o legado de Warsh ganha força. O economista afirma que ele busca marcar o mandato desde o início, diferindo de Bernanke, Yellen e Powell. A referência a ídolos como Volcker e Greenspan aponta para reformas institucionais e ajustes diretos na política.
Reformas institucionais e política monetária
Mandel aponta dois caminhos para Warsh: reformas institucionais, com grupos de trabalho dedicados, e mudanças diretas na política monetária. As reformas tendem a avançar devagar, tornando a política monetária o instrumento de impacto imediato.
Credibilidade sob escrutínio
O tema central é a credibilidade do Fed diante de cinco anos com inflação acima da meta de 2%. A instituição enfrenta pressão para justificar a trajetória de política monetária, mesmo com fundamentos de crescimento estáveis.
Do ponto de vista dos fundamentos, o nível atual da taxa de juros aparece adequado, segundo Mandel. Não haveria urgência para mudanças rápidas na taxa de juros, conforme a leitura do economista.
Pressões políticas e expectativas
A avaliação também aborda a pressão de figuras políticas sobre o Fed. A inflação elevada ao longo de anos cria um gap de preços em relação à tendência pré-pandemia, o que impacta o poder de compra sem correspondência direta na política monetária.
Mandel comenta que as pressões políticas, por parte de agentes externos, surgem da inflação persistente. A influência sobre as decisões do Fed é indireta, principalmente por meio de efeitos nas expectativas.
Relação com o cenário eleitoral
Em relação a Trump, o economista prevê que, a curto prazo, o novo chair deverá dispor de um período de relativa tranquilidade para consolidar posições no comitê. A quantidade de pressão direta pela Casa Branca deve permanecer moderada por alguns meses.
Perspectivas para o curto prazo
No cenário imediato, as atenções permanecem voltadas para sinais de inflação e para o ajuste de políticas que mantenham estabilidade econômica. A existência de um mandato com reformas ou mudanças diretas pode moldar o ritmo de atuação do Fed.
Indicam-se ainda efeitos potenciais sobre a política monetária global, conforme as decisões tomadas nos EUA, com impactos sobre condições financeiras e câmbios ao redor do mundo.
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