- A produção industrial brasileira caiu 0,2% em maio ante abril, o pior resultado do ano até agora.
- O recuo ocorreu após quatro elevações consecutivas e fica no piso das estimativas de mercado.
- Três segmentos explicararam a queda: indústrias extrativas, alimentos e derivados de petróleo e biocombustíveis, que juntos respondem por cerca de 45% da produção.
- Do total de ramos, 16 cresceram, um ficou estável e oito caíram em maio ante abril; a alta de janeiro a abril acumulava 4,3%.
- Pesquisadores destacam que a queda de maio pode já representar apenas um ajuste momentâneo, diante de juros elevados e do peso financeiro sobre o setor de transformação.
A indústria brasileira teve queda de 0,2% em maio ante abril, após quatro altas consecutivas. O dado é do IBGE e é o pior resultado do ano, sendo a maior baixa desde dezembro, quando houve queda de 1,9%.
O recuo surpreendeu o mercado financeiro, cuja mediana das estimativas apontava alta de 0,3% (sem efeitos sazonais). As projeções variavam entre queda de 0,2% e alta de 2,1%.
Entre os três segmentos que puxaram o resultado negativo, estão as indústrias extrativas, de alimentos e de derivados de petróleo e biocombustíveis. Juntos, respondem por cerca de 45% da produção.
Contexto setorial
Esses setores apresentaram quedas ao comparar maio com abril, após altas expressivas anteriores. Especialistas consideram os recuos como ajustes, não sinal de tendência de declínio contínuo.
Apesar do recuo, o índice de difusão apontou expansão em mais da metade dos ramos, sugerindo que a atividade manteve fôlego indireto. A indústria da transformação manteve saldo positivo em maio.
De janeiro a abril, a produção acumulou alta de 4,3% devido a altas anteriores. O recuo de maio elimina parte desse ganho, porém não impede uma leitura ainda predominantemente positiva para o quadro anual.
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