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Recuperação histórica da ExxonMobil consolida CEO como líder do setor

ExxonMobil consolida recuperação sob Woods; ações sobem 115% em cinco anos, sustentada por investimentos em óleo e gás e cortes de custos

CEO da ExxonMobil, Darren Woods, durante evento do instituto Milken em Beverly Hills
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  • ExxonMobil vive uma recuperação histórica, com produção de petróleo e gás no nível mais alto em quarenta anos e aprovação da mudança de domicílio legal de Nova Jersey para o Texas.
  • Darren Woods, presidente do conselho e CEO, reforçou aos acionistas a trajetória de crescimento e previu um futuro “mais brilhante da história da empresa”.
  • Nos últimos cinco anos, a empresa teve alta de ações, passou por mudanças estratégicas e realizou grandes investimentos, incluindo aquisição da Pioneer Natural Resources por US$ 60 bilhões e participação em projeto de GNL no Qatar.
  • A gestão manteve foco em produção de petróleo e gás, promovendo cortes de custos e simplificação, resultando em economia superior a US$ 15,1 bilhões desde 2019.
  • Críticas persistem: cultura corporativa considerada excessivamente competitiva, denúncias de demissões ligadas a denúncias internas, e debate sobre impactos ambientais e políticas de governança e divulgação de emissões.

A ExxonMobil mostrou uma recuperação histórica na indústria de petróleo, consolidando o papel de Darren Woods como líder do setor. Em assembleia realizada em maio, a empresa confirmou a mudança do domicílio legal de Nova Jersey para o Texas, apesar de críticas de acionistas que veem perda de direitos.

Woods, presidente do conselho e CEO, afirmou aos acionistas que a produção de petróleo e gás atingiu o nível mais alto em 40 anos. Em conversa virtual, ele indicou um futuro com potencial de crescimento expressivo para a companhia.

A trajetória de Woods contrasta com a situação de five anos atrás, quando a Engine No. 1 derrubou três diretores por políticas climáticas consideradas fracas. O setor enfrentava queda de ações e a Exxon saiu do Dow Jones, em meio a questionamentos sobre estratégia.

Antes, a empresa enfrentou queda de valor e mudanças de cenário, com a Chevron rival ganhando espaço brevemente. O período também marcou debates sobre o alinhamento entre desempenho financeiro e metas de transição energética.

Desde 2019, a Exxon manteve foco em crescimento, reconhecendo ganhos com cortes de custos e simplificação estrutural. A companhia informa ter economizado US$ 15,1 bilhões e eliminou cerca de 13 mil postos de trabalho nos últimos anos.

A estratégia de Woods envolveu aquisições e investimentos relevantes: exploração na Guiana, projeto de GNL no Qatar e compra da Pioneer Natural Resources, ampliando posição no Permiano. Tática que ajudou a manter a empresa entre as maiores do setor.

Fatores externos contribuíram para o avanço: a elevação dos preços de petróleo após a invasão da Ucrânia em 2022 e mudanças políticas nos EUA favoreceram os ativos fósseis. Em 5 anos, as ações da Exxon subiram 115%.

Entre críticas, ex-funcionários apontam cultura corporativa excessivamente competitiva e hierárquica, com avaliações de desempenho que podem levar à demissão de quem fica para trás. A empresa nega irregularidades em demissões.

A Exxon também foi alvo de críticas ambientais pela percepção de minimização de riscos climáticos, apesar de estudos internos apontarem impactos desde a década de 1970. A empresa nega as acusações e mantém defesa de suas práticas.

No campo de governança, a companhia processou grupos ativistas em 2024 para impedir votações de propostas de redução de emissões. Em seguida, houve mudanças no sistema de votação e no domicílio, segundo a empresa. Especialistas veem medidas para dificultar contestações.

Outra linha de debate envolve a Carbon Measures, proposta que contabiliza apenas emissões na produção, excluindo a queima de combustíveis vendidos. Ambientalistas criticam o enfoque, enquanto a Exxon sustenta buscar um modelo mais eficiente de contabilização.

Apesar de prometer US$ 20 bilhões em projetos de baixo carbono até 2030, a Exxon mantém o foco na expansão de petróleo e gás. Woods continua sendo uma das vozes mais influentes da indústria, embora enfrente desafios para sustentar o ritmo de crescimento.

A Chevron ampliou atuação na Guiana, na Venezuela e no fornecimento de energia para centros de dados de IA, ampliando espaço no cenário energético. Analistas, porém, consideram a Exxon ainda em posição privilegiada pela reserva, rentabilidade e protagonismo na indústria.

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