- O Eco Invest Brasil mobilizou cerca de R$ 140 bilhões para projetos sustentáveis em pouco mais de dois anos, usando capital público para alavancar investimento privado.
- O programa destina recursos a transição energética, bioeconomia, economia circular e infraestrutura para adaptação às mudanças climáticas, com participação relevante de capital internacional (em torno de 45%).
- Quatro leilões já foram homologados e um quinto está em andamento, com instituições financeiras concorrendo para usar os recursos sob condições de crédito favoráveis.
- Exemplos de projetos: biorrefinaria de combustível sustentável para o setor da aviação na Bahia e ampliação de estações de tratamento de esgoto da Sanepar em Curitiba.
- O modelo busca reduzir riscos de longo prazo, exigindo que o setor privado complemente o investimento público por pelo menos três reais para cada real governamental.
O Eco Invest Brasil, programa do Ministério da Fazenda, já mobilizou cerca de R$ 140 bilhões para projetos sustentáveis em pouco mais de dois anos. O modelo usa capital público para alavancar investimento privado, com foco em transição energética, bioeconomia e infraestrutura para adaptação às mudanças climáticas.
A iniciativa visa reduzir riscos de investimentos de longo prazo, destinando uma parcela pública para atrair mais recursos privados. Para cada real do governo, o setor privado participa com ao menos três reais, segundo especialistas, o que tem impulsionado investimentos tanto nacionais quanto estrangeiros.
Quatro leilões já foram homologados e um quinto está em andamento, envolvendo instituições financeiras que apresentam propostas de uso do dinheiro e condições de crédito favoráveis. O objetivo é financiar projetos em áreas estratégicas e com potencial de geração de emprego.
Casos em andamento
Entre os projetos, está a biorrefinaria de combustível sustentável para aviação na Bahia, vinculada ao Grupo SADA. Também há expansão de estações de tratamento de esgoto em Curitiba pela Sanepar, que captou R$ 375 milhões para modernização.
A carteira do Eco Invest inclui reflorestamento de áreas degradadas, apoio à bioeconomia na Amazônia e infraestrutura resiliente a extremos climáticos. A iniciativa busca demonstrar que preservação ambiental pode andar junto com atividade econômica.
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