- Anantara, marca de luxo do Minor Hotels, vai gerir um resort de R$ 150 milhões na praia do Preá, Ceará, como âncora de um projeto de até R$ 5 bilhões liderado por Julio Capua.
- O empreendimento fica a cerca de 20 minutos do Aeroporto Regional de Jericoacoara, com 70 suítes, bangalô presidencial e spa da marca, com inauguração prevista para o segundo semestre de 2028.
- O projeto é apoiado pelo Grupo Carnaúba, que adquiriu terrenos na região e prevê investir até R$ 5 bilhões até 2034 para transformar o Preá no primeiro destino turístico planejado do Brasil.
- O contrato segue o modelo asset light: a Minor realiza gestão por 15 anos, com taxa sobre o faturamento, enquanto o risco patrimonial fica com o Grupo Carnaúba, financiado pelo Banco do Nordeste pela linha FNE (70% a 90%).
- O ecossistema local já movimenta o Vila Carnaúba, com venda de lotes, e o Preá segue atraindo esportes como kitesurfe, wing foil e kitewave, fortalecendo o turismo de luxo na região.
A marca hoteleira Anantara, do grupo Minor Hotels, fará sua estreia no Brasil com um resort de R$ 150 milhões na praia do Preá, no Ceará. O projeto integra um megaprójeto de até R$ 5 bilhões liderado por Julio Capua, do Grupo Carnaúba e cofundador da XP Investimentos. A gestão ficará a cargo da Anantara, não havendo transferência de propriedade.
O começo das obras foi oficializado no dia 25 de junho. A inauguração está prevista para o segundo semestre de 2028. Serão 70 suítes, um bangalô presidencial e spa da marca, a 20 minutos do Aeroporto Regional de Jericoacoara, em Cruz.
A Anantara é conhecida por resorts de alto padrão, como os das Maldivas. No Preá, o contrato é de gestão, não envolvendo terreno ou construção. O modelo é asset light, com a marca operando o hotel por 15 anos mediante fee sobre o faturamento.
Estrutura do empreendimento e parceiros
O parceiro local é o Grupo Carnaúba, liderado por Capua. A empresa já adquiriu cerca de 12 milhões de m² na região e planeja investir até R$ 5 bilhões até 2034. O objetivo é tornar o Preá o primeiro destino turístico planejado do Brasil.
O projeto envolve ainda a criação do fundo Wings, com financiamento do Banco do Nordeste. O BNB deve financiar entre 70% e 90% do empreendimento, em linhas de até 20 anos, com carência de 4 anos e juros de 2,8% ao ano mais IPCA.
A relação entre as partes prevê 24 Residences Branded, com quatro suítes cada, entregues mobiliadas e gestão de locação pelo hotel. A estrutura é parte de um ecossistema com lagoas artificiais e infraestrutura de turismo esportivo.
Alcance regional e motivações
A região do Preá destaca-se pelo vento constante e pela prática de kitesurfe, wing foil e kitewave. O governo do Ceará investe em saneamento e melhoria de infraestrutura, incluindo o aeroporto de Jericoacoara, para ampliar o fluxo de visitantes.
Capua afirma que a parceria com uma bandeira internacional busca posicionar o Preá como referência global em luxo, bem-estar e esportes radicais. O objetivo é atrair investidores e ampliar a oferta hoteleira de alto padrão no Nordeste.
O grupo Carnaúba pretende, ainda, ampliar a presença no segmento de luxo com novos empreendimentos. Conversas preliminares com outras marcas incluem nomes do segmento de alto padrão, buscando ampliar a oferta de hospedagem na região.
Contexto de mercado e visão de futuro
Antes da Anantara, o Preá já era conhecido como destino para praticantes de kitesurfe e turismo de aventura. A chegada de uma marca de luxo internacional sinaliza uma transformação de perfil para o turismo local.
A expectativa dos envolvidos é de que o projeto gerará empregos e impulsione o comércio regional, com impacto previsto em serviços, gastronomia e lazer. O timing aponta para a consolidação do Preá como polo turístico de referência no Brasil.
O Preá já conta com infraestrutura turística em desenvolvimento, incluindo um beach club e opções de hospedagem associadas ao Grupo Carnaúba. O conjunto visa atrair turistas estrangeiros e nacionais, ampliando a visibilidade do Ceará no cenário global.
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