- Sete membros da Opep+ decidiram aumentar as cotas de produção em 188 mil barris diários, a partir de agosto de 2026.
- Os países são Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Kuwait, Cazaquistão, Argélia e Omã, que participaram da reunião à distância.
- a medida busca compensar impactos da guerra no Oriente Médio e a recuperação gradual do fluxo de petróleo após quedas na produção do Golfo.
- segundo a Opep, entre o primeiro trimestre de 2026 e maio, a produção conjunta de Arábia Saudita, Iraque e Kuwait caiu em cerca de seis milhões de barris diários.
- analistas ressaltam que, mesmo com avanços na livre circulação em Ormuz após acordo EUA-Iran, a produção ainda está aquém das metas, com possível excedente de oferta no próximo ano.
Sete membros da Opep+ ajustam produção de petróleo
Sete dos 21 membros da Opep+ reuniram-se remotamente e decidiram aumentar novamente as cotas de produção, em um ajuste de 188 mil barris por dia. A medida passa a valer em agosto de 2026. Entre os países envolvidos estão Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Kuwait, Cazaquistão, Argélia e Omã. O anúncio foi feito pela organização em comunicado oficial.
O objetivo é compensar a redução anterior provocada pela quase paralisação do Estreito de Ormuz, quando Irã interrompeu exportações por meses. A produção conjunta de Arábia Saudita, Iraque e Kuwait recuou cerca de 6 milhões de barris diários entre o primeiro trimestre de 2026 e maio, segundo dados da Opep.
Após o acordo entre EUA e Irã, com um memorando de entendimento assinado em 17 de junho para garantir a livre circulação no canal, o tráfego marítimo vem se recuperando. Analistas apontam que a recuperação ainda não iguala as metas da Opep+ e que o mercado pode enfrentar volatilidade nos próximos meses.
Perspectivas de curto prazo
Segundo especialistas, o tráfego em Ormuz tende a crescer caso a recuperação se mantenha estável, o que pode influenciar a demanda e os preços. Observadores apontam que, mesmo com avanço, a oferta global pode ficar acima da demanda no próximo ano.
Desafios e impactos
A Opep+ enfrenta pressões internas, especialmente após a saída dos Emirados Árabes Unidos. A possibilidade de novos aumentos de cotas depende da evolução da demanda mundial e do comportamento dos membros em relação aos preços do petróleo.
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