- A capacidade de armazenamento nas fazendas representa apenas 17% do total, o que faz o Brasil estocar cerca de metade da safra e eleva os custos logísticos.
- O estudo da nstech, com dados da Esalq-Log, da Agência Nacional de Transportes Terrestres e do Ministério dos Transportes, aponta que a safra de 2025/26 deve atingir 356,3 milhões de toneladas.
- Em 2023, o transporte rodoviário respondeu por 69% do escoamento da soja, ferrovias 22% e hidrovias 9%; para 2025, as ferrovias devem representar 25%, mantendo as hidrovias em 9%.
- A concentração logística em rodovias eleva os custos e pressiona a frota, com um excedente estimado de 70 mil caminhões em rotas de longa distância.
- Especialistas defendem ampliar a rede de armazenagem e avançar com ESG e digitalização, considerados pré-requisitos comerciais para aumentar a eficiência do setor.
O Brasil estoca apenas metade da safra, enquanto a capacidade de armazenagem nas fazendas representa 17% do total disponível. O contraste é com os Estados Unidos, que chegam a 150% da produção em armazenagem, com mais de 65% dos silos em propriedades rurais.
O estudo Retrato da Logística de Grãos do Brasil foi elaborado pela nstech, com base em dados da Esalq-Log, da ANTT e do Ministério dos Transportes. A pesquisa aponta a tecnologia como vetor central de competitividade no setor.
Segundo a Conab, a safra de grãos do ciclo 2025/26 pode alcançar 356,3 milhões de toneladas, marco recorde impulsionado pela alta de produtividade e expansão da área cultivada. A menor capacidade de armazenagem amplia o transporte imediato.
A logística depende majoritariamente do modal rodoviário. Em 2023, as rodovias responderam por 69% do escoamento da soja, com ferrovias em 22% e hidrovias em 9%. Em 2025, ferrovias passam a representar 25%, mantendo as hidrovias em 9%.
Essa concentração de modal eleva custos logísticos e pressiona a frota de caminhões durante a colheita. O excedente estimado de caminhões em rotas de longa distância aponta para ineficiências persistentes no sistema.
Para superar os desafios, especialistas destacam a ampliação da rede de armazenagem como medida-chave. Com mais capacidade nas propriedades, o transporte pode ser distribuído ao longo do ano, reduzindo filas e melhorando a comercialização.
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