- A Cerâmica Fontoura & Kiehl nasceu na garagem e hoje funciona como um complexo em Piracaia (SP), com fábrica própria, loja de utilitários, restaurante e escola de cerâmica.
- Em 2025, o negócio faturou R$ 500 mil e projeta R$ 700 mil para 2026, com uma equipe de 24 pessoas.
- A virada foi a verticalização da operação: antes ligada a encomendas, agora opera de forma integrada entre produção, serviço de alimentação e ensino.
- O Restaurante Porta ao Lado foi inaugurado em 2022, servindo pratos em cerâmicas da marca; a escola iniciou atividades com oficinas de modelagem e, nas férias, oferecerá cursos variados.
- O complexo atrai turismo de experiência em Piracaia, com planos de loja online, delivery, produção própria de argila e exportação, com apoio do Sebrae e Apex-Brasil.
Duas empresárias do interior de São Paulo transformaram a Cerâmica Fontoura & Kiehl, que começou na garagem, em um ecossistema de negócios com produção ampliada e serviços integrados. Em 2025, o grupo faturou cerca de R$ 500 mil e já projeta R$ 700 mil para 2026, segundo informações divulgadas pela empresa. Em maio deste ano, foi inaugurado em Piracaia um complexo que reúne fábrica, loja de utilitários, restaurante e escola de capacitação técnica.
A equipe atual soma 24 profissionais. A estratégia inclui a verticalização da experiência: produção de cerâmica, restaurante e ensino passaram a operar de forma integrada, com foco na escala industrial sem perder o feito artesanal. O restaurante Porta ao Lado, aberto em 2022, serve pratos em peças próprias da marca.
Antes da expansão, a empresa atuava com peças sob medida para chefs e redes hoteleiras. Hoje, o complexo favorece turismo local e o fluxo de clientes que visitam a loja, a fábrica e a escola, fortalecendo a presença da marca na região.
Ecossistema, fábrica e ensino
O Espaço Cerâmica Fontoura & Kiehl integra a fábrica com a loja, o restaurante e a escola de cerâmica. A escola iniciou atividades com oficinas de modelagem, torno, pintura e esmaltação, voltadas à produção em escala. Durante as férias, o espaço passa a oferecer cursos de macramê, saboaria, bordado e kokedama, em parceria com artesãos locais.
Desafios enfrentados e estratégias adotadas
Durante a pandemia, a demanda caiu nos restaurantes parceiros, gerando incertezas. Piracaia passou a receber mais visitantes durante o isolamento, o que ajudou a manter o faturamento. A empresa passou a atender com hora marcada no ateliê, mantendo o fluxo sem comprometer protocolos sanitários até a abertura do restaurante em 2022.
Gestão financeira e inovação
O crescimento foi acompanhado de controle financeiro. Sem recorrer a dívidas, as sócias ampliaram a estrutura e adquiriram equipamentos usados, reformando-os para uso próprio. A primeira máquina foi construída de forma caseira pelo pai de Fontoura. As novas máquinas visam automatizar etapas, mantendo artesãos dedicados ao acabamento.
Equipe, liderança e cultura organizacional
Para fidelizar a equipe, a empresa formalizou contratos desde o início e criou um benefício anual: quem completa um ano de casa participa de uma viagem paga pela empresa. Fontoura comanda cozinha, compras locais e a escola; Kiehl fica responsável pelo backoffice, financeiro e pela linha do restaurante aos fins de semana, garantindo presença constante das sócias.
Turismo, perspectivas futuras e parcerias
O complexo passou a integrar a rota de turismo de experiência em Piracaia, atraindo visitantes de São Paulo, Campinas, Brasília e Rio de Janeiro. A economia local é estimulada pela compra de insumos de produtores regionais. Entre os próximos passos estão a criação de loja online, delivery do restaurante, produção de argila própria e preparação para exportação com apoio do Sebrae e Apex-Brasil.
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