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Escassez de mão de obra atinge 80% dos empregadores no Brasil, aponta pesquisa

Oito em dez empregadores no Brasil relatam dificuldade para contratar, com São Paulo liderando o ranking de maiores gargalos regionais

Trabalhadores da construção civil em obra na zona sul de São Paulo
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  • Oito em cada dez empregadores brasileiros (80%) dizem ter dificuldade para encontrar os profissionais de que precisam, segundo a Pesquisa Global de Escassez de Talentos 2026 do ManpowerGroup, com 39.063 entrevistados em 41 países entre 1º e 31 de outubro de 2025.
  • No Brasil, a região com maior dificuldade é o estado de São Paulo, com 88%, seguido por Minas Gerais (85%), Rio de Janeiro (80%), cidade de São Paulo (79%) e Paraná (74%).
  • Os setores mais afetados são serviços profissionais, científicos e técnicos (85%), informação (83%), e, em ritmo parecido, comércio e logística, hospitalidade, manufatura, serviços públicos e recursos naturais (79%).
  • Entre as habilidades em falta, estão técnicas como desenvolvimento de modelos de IA e letramento em IA, TI e dados, além de competências comportamentais como profissionalismo, comunicação, trabalho em equipe, adaptabilidade e resolução de problemas.
  • A principal resposta das empresas é investir em upskilling e reskilling de funcionários (44%), com outras medidas incluindo busca por novos pools de talentos, maior flexibilidade e ajustes salariais; uso de IA/ automação aparece em 11%.

A Escassez de mão de obra afeta grande parte dos empregadores brasileiros. Segundo a Pesquisa Global de Escassez de Talentos 2026 do ManpowerGroup, 80% dizem enfrentar dificuldade para contratar. A coleta ocorreu entre 1º e 31 de outubro de 2025 com 39.063 empresas em 41 países.

No Brasil, o índice mostra leve queda em relação a 2025, quando ficou em 81%. Ainda assim, o país mantém patamar elevado desde 2022, quando pulou de 52% (2019) para 81%. A média global de insatisfação é de 72%.

A escassez varia conforme o tamanho da empresa: 72% em até 9 funcionários, 75% em 10 a 49, 79% em 50 a 249 e 81% em 250 a 999. O pico fica em 90% entre 1.000 a 4.999 empregados; acima de 5.000, o índice é 83%.

Entre os estados, São Paulo lidera o ranking de dificuldade, com 88%, seguido por Minas Gerais (85%) e Rio de Janeiro (80%). A cidade de São Paulo registra 79% e as demais regiões do país ficam em 77%, com Paraná em 74%.

Setores mais afetados

85% dos recrutadores em serviços profissionais, científicos e técnicos encontram dificuldades. Em seguida, 83% do segmento de informação relata problemas para contratar. Comércio, logística, hospitalidade, manufatura e serviços públicos aparecem com 79%.

A construção e o setor imobiliário aparecem entre os mais impactados, com 77% dos empregadores relatando dificuldades. A construção civil é um dos setores de maior contratação, porém sofre com a falta de mão de obra qualificada, especialmente entre jovens.

Habilidades em falta

No Brasil, as habilidades técnicas mais difíceis de encontrar são desenvolvimento de modelos e aplicações de IA, letramento em IA, TI e dados, front office e atendimento, além de marketing e vendas. Entre as comportamentais, destacam-se profissionalismo, ética, comunicação, trabalho em equipe, adaptabilidade e resolução de problemas.

Profissionais com letramento digital também são valorizados, conforme a pesquisa. A falta dessas competências dificulta o preenchimento de vagas em várias áreas da economia.

Como as empresas reagem

A estratégia mais adotada é upskilling e reskilling, para atualizar ou requalificar colaboradores, citada por 44% das empresas brasileiras. A média global é de 27%. Em seguida aparecem a busca por novos pools de talentos (25%), maior flexibilidade de localização (23%) e de horários (21%).

Aparece ainda o ajuste salarial para aumentar a competitividade (18%). Uso de IA ou automação para reduzir a necessidade de mão de obra é citado por 11%. Redução da exigência de diploma aparece em 7%.

Projetos sociais mantidos por empresas têm ganhado espaço para enfrentar gargalos operacionais, como qualificação profissional e problemas na cadeia produtiva. Estudos indicam que iniciativas de capacitação podem fortalecer o crescimento empresarial a longo prazo.

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