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Mercado reduz projeção de inflação, que continua acima da meta do BC

Mercado reduz projeção para IPCA de 2026 a 5,30%, ainda acima do teto de 4,50% do Banco Central; estimativas para 2027–2029 permanecem altas

Crescimento esperado pelo mercado segue próximo ao previsto pelo Banco Central, de 2,0%
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  • IPCA para 2026 caiu de 5,33% para 5,30%, ainda 0,83 ponto porcentual acima do teto da meta de 4,50%.
  • Para 2027, a mediana subiu de 4,17% para 4,18%; para 2028 ficou em 3,70% e para 2029 em 3,50%.
  • O mercado manteve o cenário de inflação acima da meta, com o foco no RPM do segundo trimestre.
  • Selic projetada no fim de 2026 permanece em 14,00%; em 2027, 12,00%; em 2028, 10,50%; e em 2029, 10,00%.
  • Dólar projetado pelo Focus no fim de 2026 é de R$ 5,20; fim de 2027, R$ 5,28; fim de 2028, R$ 5,35; fim de 2029, R$ 5,40.

O mercado revisou para baixo a projeção de inflação para 2026, mas o IPCA ainda permanece acima do teto da meta do Banco Central. A mediana do Focus caiu de 5,33% para 5,30%. O teto da meta é 4,50%.

Entre as 45 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana caiu de 5,36% para 5,23%. O recorte aponta maior sensibilidade a novidades recentes no curto prazo.

A projeção para 2027 sofreu leve alta, de 4,17% para 4,18%, após registrar 4,03% no mês anterior. Considerando 44 projeções recentes, a mediana ficou em 4,20%.

A inflação esperada para 2028 permanece estável em 3,70%, conforme a última atualização, mantendo-se acima de 3,65% de um mês antes. Em 2029, a mediana segue em 3,50% pela 44ª semana consecutiva.

Panorama macroeconômico

O mercado sinaliza trajetória de inflação ainda acima do centro da meta, que é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto para mais ou para menos. O foco permanece na persistência de pressões de preços e na dinâmica cambial.

A curva de juros também foi atualizada: a Selic no fim de 2026 fica em 14,00%, estável frente à leitura anterior. No fim de 2027, a mediana aponta 12,00% e, para 2028, 10,50%.

O Copom realizou cortes de 0,25 p.p. nos três primeiros encontros de 2026, levando a Selic a 14,25% ao ano. O comitê ressaltou, em junho, a incerteza do cenário e a necessidade de monitorar novas informações para convergência da inflação.

PIB e câmbio

Para o PIB de 2026, a mediana permanece em 1,99%, com ligeira alta ante o mês anterior. O mercado aponta crescimento próximo de 2,0% no ano, alinhado ao RPM do segundo trimestre.

Para 2027, a projeção de crescimento do PIB sobe de 1,68% para 1,69%, mantendo 2028 e 2029 em 2,00% cada. As projeções para 2028 e 2029 seguem estáveis há várias semanas.

No câmbio, a mediana para o fim de 2026 permanece em R$ 5,20, repetindo a leitura da semana anterior. Em 2027, a estimativa sobe para R$ 5,28; para 2028, fica em R$ 5,35; e para 2029, em R$ 5,40.

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