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USP nasceu nas páginas do Estadão e hoje é a maior universidade do Brasil

Ideias do Estadão sobre o ensino superior levaram, em 1934, à criação da Universidade de São Paulo, com a “missão estrangeira” de docentes europeus

Julio de Mesquita Filho (de pé, quarto, da direita para a esquerda) com parte dos docentes contratados para a USP
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  • A USP nasceu em 1934, a partir de decreto de Armando de Salles Oliveira, após a criação da comissão estadual para a universidade paulista.
  • A origem remonta ao Estadão, que em 1880 pediu aos “modestos cidadãos” da Província que fundassem uma universidade em São Paulo.
  • Em 1925, o diretor do Estadão, Julio de Mesquita Filho, denunciou a “pobreza da produção intelectual” brasileira e acompanhou a discussão sobre uma universidade paulista.
  • Em 1926, foi realizado o inquérito A instrucção publica em S. Paulo, coordenado pelo professor Fernando de Azevedo, para mapear educação em todos os níveis; revelou déficits na formação superior.
  • Mesquita Filho integrou a comissão para o projeto da universidade; após a Revolução de 1932, foi preso e exilado, retornando quando Armando de Salles Oliveira assumiu o governo e criou a USP. Além disso, houve a “missão estrangeira” para trazer docentes europeus, como Claude Lévi-Strauss, Fernand Braudel e Roger Bastide.

A preocupação do Estadão com a qualidade do ensino superior no Brasil, especialmente em São Paulo, abriu caminho para a criação da USP em 1934. O jornal já clamava por uma universidade paulista em 1880, em reação a fundos para uma instituição no Rio de Janeiro.

Diante do cenário de precariedade educacional, em 1925 o diretor do Estadão, Julio de Mesquita Filho, publicou a obra A Crise Nacional e impulsionou o debate. Em 1926, surgiu o inquérito A instrucção publica em S. Paulo, coordenado por Fernando de Azevedo, para mapear o ensino em todos os níveis.

Sob turbulência política, Mesquita Filho integrou uma comissão estadual para planejar a universidade. Com a Revolução de 1932, ele foi preso e exilado, retornando apenas após Armando de Salles Oliveira assumir o governo. Em 1934, Oliveira decretou a criação da USP.

Missão estrangeira

O jornalista enviou ao professor Theodoro Ramos a tarefa de buscar jovens talentos na Europa. A equipe resultante ficou conhecida como “missão estrangeira”, trazendo docentes de Alemanha, França, Itália e Portugal para a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras.

Entre os nomes recrutados estavam Claude Lévi-Strauss, Fernand Braudel e Roger Bastide, que chegaram para fortalecer o corpo docente. Esses professores integraram o conjunto de talentos que moldou as bases da futura universidade.

Impacto e contexto

A iniciativa visava criar, transmitir e divulgar o conhecimento, segundo a visão de Mesquita Filho e Azevedo. A USP, criada por decreto em 1934, consolidou-se como a maior universidade do Brasil. O esforço reuniu imprensa, políticas públicas e educação superior.

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