- Nicolas Winding Refn lança uma nova restauração da trilogia Pusher, que estreia na Mubi no dia 18 de julho.
- O diretor também apresenta o documentário Gambler, que aborda sua superação financeira e reflexões sobre criatividade.
- Refn enfrentou dificuldades financeiras após o fracasso de Medo X, semelhante à situação de seu protagonista em Pusher.
- A trilogia explora a masculinidade e a violência, com Refn afirmando que “a masculinidade é justamente o que os destrói”.
- O diretor destaca a importância do equilíbrio entre o masculino e o feminino em suas obras, como em sua minissérie Copenhague Cowboy.
Nicolas Winding Refn, o renomado diretor dinamarquês, retorna ao universo de Pusher com uma nova restauração da trilogia, que estreia na Mubi no dia 18 de julho. A trilogia, que explora o submundo do crime e a masculinidade, é acompanhada pelo lançamento do documentário Gambler, onde Refn reflete sobre sua superação financeira e questões criativas.
O diretor, que enfrentou dificuldades financeiras após o fracasso de Medo X, se viu em uma situação semelhante à de seu protagonista em Pusher, que lida com dívidas avassaladoras. Refn afirma que a necessidade de criar sob pressão pode levar os artistas a produzirem seu melhor trabalho. “Diante do desespero, você precisa ser muito criativo”, diz ele.
A trilogia Pusher é marcada por personagens violentos e interações que frequentemente culminam em agressões. Refn explora a masculinidade de forma crítica, afirmando que “a masculinidade é justamente o que os destrói”. Seus filmes, que incluem figuras como o viking de O Guerreiro Silencioso e o dublê de Drive, abordam a fragilidade masculina em um mundo dominado pela violência.
Reflexões sobre Masculinidade
Refn também destaca a importância do equilíbrio entre o masculino e o feminino em suas obras. Ele menciona que a discussão atual sobre os papéis de gênero é essencial e que a masculinidade pode ser reforçada pela presença do feminino. Em sua minissérie Copenhague Cowboy, a protagonista é uma assassina que representa a “capacidade máxima para o masculino”.
O estilo visual de Refn evoluiu ao longo dos anos, passando de uma abordagem realista para uma estética mais estilizada. Seus filmes mais recentes, como Demônio de Neon, exploram temas de rivalidade feminina no mundo da moda, enquanto ele continua a trabalhar em novos projetos, como Her Private Hell.
Com a estreia da trilogia Pusher e do documentário Gambler, Refn reafirma sua relevância no cinema contemporâneo, desafiando o público a refletir sobre a masculinidade e a criatividade em tempos de crise.
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