- Tom Zé, ícone da Tropicália, retornou aos palcos após um acidente doméstico que o afastou temporariamente.
- Ele se apresentou na Virada Cultural de São Paulo em maio e tem um show marcado no Circo Voador, no Rio de Janeiro, em 12 de agosto.
- Durante a recuperação, Tom Zé trabalhou em nove músicas inéditas em parceria com Daniel Maia.
- O artista reflete sobre a perda de colegas como Gal Costa e Rita Lee, mantendo suas memórias vivas.
- Tom Zé, que se aproxima dos 90 anos, continua a se inspirar em temas atuais e destaca a importância de sua esposa, Neusa Martins, em seu processo criativo.
Tom Zé, ícone da Tropicália, está de volta aos palcos após um acidente doméstico que o afastou temporariamente. Em entrevista ao GLOBO, o artista revelou que, mesmo durante a recuperação, continuou trabalhando intensamente em sua música. “Se você não trabalhar, fica doido”, afirmou.
Recuperado, Tom Zé se apresentou na Virada Cultural de São Paulo em maio, onde encantou o público na Sala Adoniran Barbosa. Neste sábado, 12 de agosto, ele se apresenta no Circo Voador, no Rio de Janeiro, destacando novas músicas em parceria com Daniel Maia. O artista expressou sua alegria em reencontrar o público: “Quando subo no palco, me sinto muito à vontade”.
Novas Músicas e Reflexões
Durante o período em que esteve afastado, Tom Zé e Daniel Maia trabalharam em nove músicas inéditas. O artista também reflete sobre a perda de colegas importantes, como Gal Costa e Rita Lee, afirmando que os mantém sempre no coração. “Estou sempre com saudades”, disse, mencionando outros ícones da Tropicália, como Caetano Veloso e Gilberto Gil.
Tom Zé, que se prepara para completar 90 anos, continua a se inspirar em temas atuais. “Os assuntos vêm e parece que a música já está pronta”, comentou. Ele também destacou a importância de sua esposa, Neusa Martins, em seu processo criativo, afirmando que ela é “praticamente uma autora” de suas letras.
Reconhecimento e Legado
O artista, conhecido por suas letras afiadas e bom-humor, acumula prêmios e reconhecimentos ao longo da carreira. Ele é o único brasileiro na lista do portal Pitchfork das 200 melhores músicas dos anos 1980, com “Nave Maria”. Tom Zé também recebeu o prêmio Faz Diferença, do GLOBO, em 2017, na categoria Música.
Com um olhar atento à nova geração de músicos, ele expressou otimismo em relação à música brasileira. “Esses moleques que estão aí são umas cobras criadas”, afirmou, mostrando-se animado com o cenário atual. Tom Zé segue firme em sua jornada musical, pronto para compartilhar suas novas criações com o público.
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