- Em 2025, a construção civil no Brasil gera mais de 3 milhões de empregos formais.
- O setor enfrenta uma grave escassez de mão de obra qualificada, o que eleva custos e preços dos imóveis.
- Aproximadamente 50% das novas vagas são ocupadas por jovens entre 18 e 29 anos, e mais de 60% dos admitidos têm apenas o ensino médio completo.
- A parceria do Grupo Bueno Netto com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) busca capacitar moradores da comunidade de Paraisópolis.
- A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) alerta que o crescimento do setor depende de políticas de crédito, capacitação e planejamento urbano.
O setor da construção civil no Brasil, em 2025, apresenta um cenário paradoxal: mais de 3 milhões de empregos formais, mas uma grave escassez de mão de obra qualificada. Essa situação impacta diretamente os custos e os preços dos imóveis, refletindo um desalinhamento de competências no mercado.
Apesar do crescimento, a construção civil ainda enfrenta desafios significativos. O aumento no número de contratações não se traduz em profissionais capacitados. Cerca de 50% das novas vagas foram preenchidas por jovens entre 18 e 29 anos, e mais de 60% dos admitidos possuem apenas o ensino médio completo. Isso evidencia a necessidade urgente de formação técnica especializada.
Para enfrentar essa crise, iniciativas como a parceria do Grupo Bueno Netto com o Senai surgem como soluções viáveis. O projeto visa capacitar moradores da comunidade de Paraisópolis, próxima ao Parque Global, um dos maiores empreendimentos imobiliários de São Paulo. Adalberto Bueno Netto, fundador do grupo, destaca que a falta de profissionais qualificados encarece a contratação e pressiona os preços dos imóveis, especialmente em um mercado já afetado por juros altos.
A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) revelou que, mesmo com o crescimento do setor, a sustentabilidade desse avanço depende de políticas integradas de crédito, capacitação e planejamento urbano. O retrato atual da construção civil mostra um setor que, apesar de suas dificuldades, continua a gerar empregos e a se expandir, mas que precisa urgentemente alinhar a oferta de mão de obra à demanda crescente por especialização.
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