- O auditório da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip 2025) ficou lotado na manhã de 1º de agosto para a mesa “Vide o Verso”.
- O evento homenageou o poeta Paulo Leminski e contou com a participação das poetas Alice Ruiz, Claudia Roquette-Pinto e Marília Garcia.
- A conversa, mediada pelo jornalista Fernando Luna, abordou a representatividade feminina na poesia.
- Alice Ruiz destacou a importância do legado de Leminski e a valorização do trabalho das mulheres na literatura.
- Claudia Roquette-Pinto e Marília Garcia compartilharam experiências e desafios enfrentados em suas carreiras, enfatizando a inovação na escrita.
O auditório da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip 2025) ficou lotado na manhã desta sexta-feira, 1º de agosto, para a mesa “Vide o Verso”, que homenageou o poeta Paulo Leminski. As poetas Alice Ruiz, viúva de Leminski, Claudia Roquette-Pinto e Marília Garcia discutiram a representatividade feminina na poesia, atraindo um público entusiástico.
A conversa, mediada pelo jornalista Fernando Luna, começou com uma reflexão de Alice sobre sua experiência no evento. Ela destacou a importância do reconhecimento do legado de Leminski e a felicidade de ver seu trabalho e o dele sendo valorizados. “É uma magia isso, esse espaço dedicado a pessoas interessadas em poesia, de mulheres ainda”, afirmou Ruiz.
Claudia Roquette-Pinto, que retornou à cena literária após 17 anos, compartilhou suas dificuldades enfrentadas no início da carreira. Ela relembrou críticas machistas que recebeu, como comparações com poetas homens. Marília Garcia, por sua vez, enfatizou sua busca por inovação na escrita, buscando romper com o lugar-comum.
Reflexões sobre a Linguagem
Alice Ruiz também abordou a questão da linguagem, um tema central em sua obra e na de Leminski. Ela ressaltou que a poesia deve ir além dos estereótipos de gênero, afirmando que as mulheres têm se destacado na literatura. “Os rapazes que me desculpem, mas, em matéria de quantidade e de qualidade, acho que já estamos ganhando”, brincou.
O evento não apenas celebrou a poesia feminina, mas também promoveu um espaço de diálogo sobre a evolução da literatura no Brasil. O auditório, que comporta cerca de 500 pessoas, estava quase cheio, demonstrando o crescente interesse por temas relacionados à produção poética feminina. A presença de figuras como a cantora Zélia Duncan, que aplaudiu de pé as poetas, reforçou a importância do evento e a relevância das discussões propostas.
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