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Zélia Duncan reflete sobre repressão em sua geração e busca liberdade artística

Zélia e Helena Duncan debatem arte e resistência na Flip, destacando a luta por direitos e a importância da visibilidade para a comunidade LGBTQIAPN+

Zélia e Helena Duncan (Foto: Valmir Moratelli/VEJA)
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  • Zélia Duncan e Helena Duncan se apresentaram juntas pela primeira vez na Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) em 31 de agosto de 2025.
  • Durante o evento, elas discutiram seus processos criativos e a importância da arte.
  • Helena lançou o livro “Manual do Monstro” e Zélia apresentou “Benditas Coisas Que Não Sei”.
  • Zélia destacou a importância da visibilidade e do orgulho na luta contra machismo e LGBTfobia.
  • A cantora incentivou a nova geração a compartilhar arte, afirmando que “a arte só existe quando é compartilhada”.

Um encontro inédito ocorreu na Flip, Festa Literária Internacional de Paraty, nesta quinta-feira, 31. A cantora Zélia Duncan e sua irmã, a escritora Helena Duncan, compartilharam o palco pela primeira vez. Durante a apresentação, elas discutiram seus processos criativos e a importância da arte em suas vidas.

Helena lançou recentemente o livro Manual do Monstro, enquanto Zélia apresentou seu trabalho Benditas Coisas Que Não Sei, que explora memórias e nostalgias. Zélia enfatizou a relevância da visibilidade e do orgulho na luta por direitos, especialmente para mulheres e a comunidade LGBTQIAPN+.

A cantora, que nasceu em 1964, refletiu sobre sua trajetória: “Sou de uma geração extremamente reprimida”. Ela destacou a importância de se assumir e de lutar contra machismo e LGBTfobia, afirmando que “palavras como visibilidade e orgulho salvam vidas”. Zélia também comentou sobre a diferença entre música e literatura, ressaltando que a música é uma forma de arte que se leva para qualquer lugar, enquanto os livros exigem mais tempo e dedicação para serem lidos.

Durante a conversa na Casa Caixa de Histórias, Zélia incentivou a nova geração a ouvir e aprender com os outros, afirmando que “a arte só existe quando é compartilhada”. A apresentação foi um marco na carreira das irmãs, unindo suas vozes em uma mensagem de resistência e empoderamento.

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