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Nei Lopes lança autobiografia e critica a separação entre carnaval e samba

Nei Lopes apresenta novo livro e critica carnaval atual, destacando a importância da convivência comunitária nas celebrações culturais

Nei Lopes na Flip 2025 — Foto: Alexandre Cassiano/Agência O Globo
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  • Nei Lopes apresentou seu novo livro, “Dicionário de direitos humanos e afins”, na Flip 2025, no Auditório da Matriz.
  • O evento contou com a presença do mediador Luiz Antonio Simas e homenageou a canção “Senhora liberdade”.
  • Lopes, com uma carreira de mais de 500 sambas e 52 livros, destacou a importância da educação em sua trajetória.
  • Ele criticou a atual forma de carnaval, que prioriza desfiles em vez da convivência comunitária, e lamentou a perda do espírito de união nas celebrações.
  • Além da autobiografia em desenvolvimento, Lopes está escrevendo sobre religiões de matriz africana na América, com foco no vodu haitiano.

Nei Lopes, sambista e autor carioca, apresentou seu novo livro, “Dicionário de direitos humanos e afins”, durante a Flip 2025. O evento ocorreu no Auditório da Matriz, onde o artista, aos 83 anos, foi recebido com aplausos de pé. A mesa, intitulada “Senhora liberdade”, homenageou uma de suas canções mais icônicas.

Durante a conversa, mediada por Luiz Antonio Simas, Lopes compartilhou sua trajetória, marcada por mais de 500 sambas e 52 livros. Ele destacou a importância da educação em sua vida, sendo o primeiro da família a frequentar a universidade. “Meu pai nasceu antes da abolição da escravidão e minha mãe, na passagem do século”, relembrou.

Além de sua autobiografia em desenvolvimento, Lopes está escrevendo uma obra sobre religiões de matriz africana na América, com foco no Caribe. Ele enfatizou a necessidade de entender a complexidade dessas tradições, especialmente em relação ao vodu haitiano, que, segundo ele, é frequentemente mal interpretado.

Crítica ao Carnaval Atual

Nei Lopes também criticou a atual forma de carnaval, que, segundo ele, privilegia os desfiles em detrimento da convivência comunitária. “Carnaval é uma coisa, samba é outra”, afirmou, lamentando a perda do espírito de união que caracterizava as celebrações passadas. Para ele, o que falta hoje é a convivência, um aspecto essencial que deveria ser resgatado.

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