- O governo da China anunciou um subsídio anual de 3.600 yuans (aproximadamente US$ 500 ou R$ 2,8 mil) por criança com menos de três anos.
- A medida visa aumentar a taxa de natalidade e deve beneficiar mais de 20 milhões de famílias.
- A China enfrenta uma crise demográfica, com uma diminuição populacional de 1,39 milhão em 2024 e o número de nascimentos caindo para 9,54 milhões.
- Além do subsídio, o governo planeja ampliar os serviços de creche e introduzir a educação pré-escolar gratuita.
- Projeções da Organização das Nações Unidas (ONU) indicam que a população da China pode cair para menos de 800 milhões até 2100, se as tendências atuais persistirem.
O governo da China anunciou um subsídio anual de 3.600 yuans (aproximadamente US$ 500 ou R$ 2,8 mil) por criança com menos de três anos, em uma tentativa de aumentar a taxa de natalidade do país. A medida, divulgada pela agência de notícias oficial Xinhua na última segunda-feira, 28, deve beneficiar mais de 20 milhões de famílias anualmente.
A iniciativa surge em meio a uma crise demográfica que levou a China a registrar uma diminuição populacional de 1,39 milhão em 2024, marcando o terceiro ano consecutivo de queda. O número de nascimentos caiu para apenas 9,54 milhões, representando metade do total de 2016. Com isso, a China perdeu seu status de país mais populoso do mundo para a Índia.
Além do subsídio, o governo chinês está implementando outras medidas para enfrentar a crise. Entre elas, a ampliação dos serviços de creche para crianças menores de três anos, visando apoiar os pais que trabalham. A Xinhua também informou que algumas administrações locais já testaram programas semelhantes com resultados positivos.
Medidas Complementares
O governo central instou as autoridades locais a desenvolverem planos para introduzir a educação pré-escolar gratuita. Essas ações são parte de um esforço mais amplo para reverter a tendência de queda na natalidade e garantir um futuro mais sustentável para a população. Projeções da ONU indicam que a população da China pode cair de 1,4 bilhão para menos de 800 milhões até 2100, caso as tendências atuais persistam.
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