- Carlos Lemos, arquiteto e professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP), faleceu aos 100 anos em 6 de agosto, em São Paulo.
- Ele foi reconhecido por sua contribuição à arquitetura brasileira e pela preservação do patrimônio histórico.
- Na última semana de vida, lançou o livro Cidade sem vestígio, que discute a preservação do patrimônio histórico, com foco no solar da marquesa de Santos.
- Lemos chefiou o escritório de Oscar Niemeyer e participou de projetos como o Parque do Ibirapuera e o edifício Copan.
- Ele atuou no Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat) entre 1968 e 1989, elaborando a primeira lista oficial de bens protegidos em São Paulo.
Carlos Lemos, renomado arquiteto e professor da FAU-USP, faleceu aos 100 anos no dia 6 de agosto em São Paulo. Reconhecido por sua contribuição à arquitetura brasileira e pela preservação do patrimônio histórico, Lemos deixou um legado significativo, que inclui a orientação de diversos alunos ao longo de sua carreira.
Na última semana de vida, Lemos lançou o livro Cidade sem vestígio, que aborda a preservação do patrimônio histórico, destacando a importância do solar da marquesa de Santos, a última casa de taipa remanescente do período colonial em São Paulo. Sua trajetória na arquitetura começou antes mesmo de se formar na primeira turma de arquitetura da Universidade Presbiteriana Mackenzie, em 1950. Ele se destacou ao chefiar o escritório de Oscar Niemeyer em São Paulo, participando de projetos icônicos como o Parque do Ibirapuera e o edifício Copan.
Lemos foi um pesquisador incansável e um escritor prolífico, com quase três dezenas de títulos publicados. O arquiteto José Lira, professor da FAU-USP, destacou sua habilidade em traduzir a importância da preservação do patrimônio histórico para o público. Entre suas obras, estão os livros O que é arquitetura? e O que é patrimônio histórico?, que fazem parte da célebre coleção Primeiros Passos.
Legado e Contribuições
A atuação de Lemos no Condephaat, entre 1968 e 1989, foi crucial para a proteção de construções históricas em São Paulo. Ele elaborou a primeira lista oficial de bens protegidos no município, garantindo a preservação de edifícios como a escola Caetano de Campos. Sua visão sobre a arquitetura ia além da estética, considerando os processos sociais e as materialidades envolvidas.
Além de arquiteto, Lemos foi desenhista e artista plástico, dedicando-se ao ensino de História da Arquitetura por quase 60 anos. Ele doou materiais iconográficos e pesquisas à biblioteca da FAU-USP, contribuindo para a formação de novas gerações de arquitetos. Em 2022, recebeu o título de Professor Emérito da FAU-USP, reconhecendo sua importância na educação e na preservação do patrimônio cultural.
Carlos Lemos deixa sua esposa, a arquiteta Clara Correia d’Alambert, e filhos, além de um legado que influenciará a arquitetura brasileira por muitos anos.
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