- A futurista Amy Webb afirmou que o Brasil precisa de liderança visionária para enfrentar os desafios da inovação e da inteligência artificial (IA).
- Durante a Rio Innovation Week, ela destacou que o país ainda depende de indústrias tradicionais, como mineração e agricultura.
- Webb ressaltou que o Brasil tem potencial para ser um líder global em agricultura, mas carece de uma direção clara.
- Ela mencionou que o Brasil poderia se tornar um centro de data centers com energia renovável, mas atualmente 60% das demandas computacionais são atendidas fora do país.
- A especialista alertou que a construção de data centers é liderada por grandes empresas de tecnologia, não por governos, e enfatizou a importância de o Brasil se conectar a um plano global para manter sua competitividade.
A futurista Amy Webb afirmou que o Brasil carece de liderança visionária para enfrentar os desafios da inovação e da inteligência artificial (IA). Durante a Rio Innovation Week, ela destacou que o país, apesar de seu potencial, ainda está preso a indústrias do século 20, como mineração e agricultura.
Webb, conhecida por seu relatório anual sobre tendências tecnológicas, enfatizou que o Brasil deveria ser um líder global em agricultura, mas atualmente não possui uma direção clara para o futuro. “Há 100 anos, vocês dizem que o Brasil é o país do futuro, mas o futuro chegou”, declarou. Ela ressaltou que o Brasil deve se sentir confiante para participar ativamente das discussões globais sobre IA.
A especialista também abordou o potencial do Brasil como um centro de data centers alimentados por fontes renováveis. Segundo ela, o país poderia exportar capacidade computacional, mas atualmente cerca de 60% das demandas computacionais são atendidas por infraestrutura fora do Brasil. Webb alertou que a construção de data centers e a busca por fontes de energia estão sendo lideradas por grandes empresas de tecnologia, não por governos.
“Quem está investindo no futuro da energia? Não é o governo dos EUA, nem o governo brasileiro. São as mesmas empresas de tecnologia”, afirmou. A futurista concluiu que o Brasil precisa se conectar a um plano global para não perder competitividade e deve apresentar soluções inovadoras para se inserir nas discussões sobre o futuro da tecnologia.
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