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Traficante do CV é hospitalizado em clínica de luxo após processar artistas famosos

Traficante Choque realiza cirurgia em hospital particular e gera polêmica; parte do valor é doada para ajudar criança com doença rara

Traficante Alexander de Jesus e os rappers Filipe Ret e MC Cabelinho (Foto: Divulgação e Reprodução/Instagram)
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  • Alexander de Jesus Carlos, conhecido como Choque, é um traficante do Comando Vermelho e considerado de altíssima periculosidade pela Justiça.
  • Ele foi autorizado a realizar uma cirurgia no Hospital Samaritano, no Rio de Janeiro, gerando polêmica sobre o acesso de detentos a hospitais particulares.
  • O custo da cirurgia foi parcialmente financiado por um acordo extrajudicial com artistas, após Choque processar Filipe Ret, MC Cabelinho e MC Maneirinho por uso não autorizado de uma declaração sua em uma música.
  • Choque recebeu 5% dos fonogramas da faixa “7 meiota”, lançada em 2022, e parte do valor foi destinada ao custeio da cirurgia.
  • Ele também doou parte do dinheiro recebido para ajudar uma criança com uma doença rara.

O traficante do Comando Vermelho, Alexander de Jesus Carlos, conhecido como Choque, foi autorizado a realizar uma cirurgia no Hospital Samaritano, no Rio de Janeiro. A decisão gerou polêmica sobre o acesso de detentos a hospitais particulares, mesmo quando os custos não são cobertos pelo Estado. Choque, classificado pela Justiça como de altíssima periculosidade, é apontado como chefe do tráfico em Manguinhos.

A cirurgia foi parcialmente financiada por um acordo extrajudicial com artistas, após Choque processar os cantores Filipe Ret, MC Cabelinho e MC Maneirinho. Ele alegou que usaram sem autorização um trecho de uma declaração sua em uma música. O acordo garantiu a Choque 5% dos fonogramas da faixa “7 meiota”, lançada em 2022. O advogado Daniel Sanchez Borges informou que parte do valor obtido foi destinada ao custeio da cirurgia.

Além disso, Choque demonstrou um gesto de solidariedade ao doar parte do dinheiro recebido para ajudar uma criança com uma doença rara. Em agosto de 2024, o traficante havia solicitado R$ 500 mil por danos morais e estava em negociação com Filipe Ret. O caso levanta questões sobre a ética do sistema judicial e o tratamento de detentos em situações de saúde.

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