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Geração prateada cresce no mercado, mas enfrenta desafios da informalidade

Crescimento da força de trabalho idosa revela desafios financeiros e precarização em setores vulneráveis no Brasil

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
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  • O número de brasileiros com mais de 60 anos no mercado de trabalho aumentou 68,9% nos últimos 12 anos, passando de 5,1 milhões em 2012 para 8,6 milhões em 2024, segundo pesquisa da Fundação Getulio Vargas (FGV/Ibre).
  • Esse crescimento é impulsionado pela necessidade de complementar a aposentadoria devido ao alto custo de vida e à informalidade no trabalho.
  • A expectativa de vida no Brasil subiu de 62,6 anos em 1980 para 76,4 anos em 2023, levando muitos idosos a buscarem emprego para cobrir despesas com saúde e medicamentos.
  • Atualmente, 53,8% dos trabalhadores idosos estão em situação de informalidade, com a maioria atuando nos setores de serviços e comércio.
  • A inflação impacta mais os idosos, com aumento de 4,40% nos últimos 12 meses, acima da média geral de 4,23%, principalmente devido aos gastos com saúde e alimentação.

O número de brasileiros com mais de 60 anos no mercado de trabalho cresceu 68,9% nos últimos 12 anos, passando de 5,1 milhões em 2012 para 8,6 milhões em 2024, segundo estudo da pesquisadora Janaína Feijó, da FGV/Ibre. Esse aumento reflete a necessidade de complementar a aposentadoria, diante do custo de vida elevado e da informalidade predominante.

A expectativa de vida no Brasil também aumentou, passando de 62,6 anos em 1980 para 76,4 anos em 2023. Com isso, muitos idosos buscam permanecer no mercado de trabalho, pois a aposentadoria não é suficiente para cobrir despesas como planos de saúde e medicamentos. Janaína destaca que a melhora na qualidade de vida dos idosos contribui para essa busca por emprego.

Desafios e Informalidade

Apesar do crescimento no número de idosos trabalhando, 53,8% estão em situações de informalidade, bem acima da média nacional de 38,6%. A maior parte desses trabalhadores se encontra em setores como serviços e comércio, onde a precarização é comum. Os dados indicam que 26,75% dos idosos atuam em serviços e comércio, enquanto 21,20% são operários qualificados, artesãos e mecânicos.

A inflação também impacta mais os idosos, com o IPC-3i da FGV/Ibre registrando alta de 4,40% nos últimos 12 meses, superando a inflação geral de 4,23%. Os gastos com saúde e alimentação são os principais responsáveis por essa diferença.

Futuro da Geração Prateada

Com o envelhecimento acelerado da população e um sistema previdenciário sob pressão, especialistas afirmam que a tendência de aumento da força de trabalho idosa deve continuar. No entanto, a falta de políticas públicas voltadas para a empregabilidade e proteção dos mais velhos pode perpetuar o ciclo de precarização. A situação exige atenção e ações efetivas para garantir melhores condições de trabalho e dignidade para a geração prateada.

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