- Eric Thompson perdeu seu emprego em outubro de 2024 e formou um grupo de trabalho para combater os ghost jobs, anúncios de emprego sem intenção real de contratação.
- O grupo propõe a criação da Truth in Job Advertising and Accountability Act, que visa proibir essa prática nos Estados Unidos.
- Em 2025, dados mostraram que 17% das vagas na plataforma Greenhouse eram ghost jobs.
- A proposta se aplica a empresas com mais de 50 funcionários e prevê multas de pelo menos R$ 2,5 mil por infração.
- Movimentos semelhantes estão surgindo em outros locais, como Ontário, Canadá, e estados dos EUA, que buscam aumentar a transparência no processo de contratação.
Eric Thompson, após perder seu emprego em outubro de 2024, decidiu enfrentar um problema crescente entre os candidatos: os ghost jobs, anúncios de emprego sem intenção real de contratação. Para combater essa prática, ele formou um grupo de trabalho que propõe a criação da Truth in Job Advertising and Accountability Act, uma legislação federal que visa proibir esses anúncios nos Estados Unidos.
O termo “ghost job” foi apresentado a Thompson em 2023, quando um amigo mencionou sua frustração ao se candidatar a diversas vagas sem retorno. Esses anúncios são utilizados por empresas por diferentes motivos, como acumular currículos ou dar a impressão de crescimento. Dados de 2025 indicam que 17% das vagas publicadas na plataforma Greenhouse eram para posições que nunca seriam preenchidas.
Atualmente, não há legislação que proíba essa prática, o que torna difícil para os candidatos provarem que foram enganados. Thompson, um líder em engenharia de redes, dedicou 20 a 30 horas semanais a essa causa, realizando reuniões com assessores do Congresso para angariar apoio. A proposta da TJAAA exige que todas as vagas públicas incluam informações claras e estabelece prazos para a permanência dos anúncios.
Proposta de Legislação
A proposta da TJAAA se aplica a empresas com mais de 50 funcionários e prevê multas de pelo menos R$ 2.500 por infração. Além disso, a legislação busca criar um padrão federal, já que políticas estaduais podem não abranger empresas que operam em múltiplos estados. Thompson e seu grupo estão mobilizando uma campanha para que legisladores priorizem essa questão.
Movimentos semelhantes estão surgindo em outros locais. Em Ontário, Canadá, novas leis entrarão em vigor em 2026, exigindo que as empresas informem os candidatos sobre o status de suas candidaturas. Nos Estados Unidos, estados como Nova Jersey, Kentucky e Califórnia também estão considerando propostas para aumentar a transparência no processo de contratação.
Thompson acredita que é essencial que os candidatos compartilhem suas experiências para pressionar por mudanças. Ele reconhece que muitos esquecem o problema após conseguirem um emprego, mas a luta contra os ghost jobs continua a ganhar força.
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