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Mais de 5.000 pessoas com deficiência intelectual conquistam emprego no Brasil desde 2013

Instituto Jô Clemente ressalta a importância do acompanhamento pós-contratação para garantir inclusão efetiva no mercado de trabalho

Dayanne Alves Santana, 30, atua como auxiliar administrativa no Grupo Fleury há dois anos. Antes disso, também construiu sua trajetória profissional por meio do emprego apoiado. (Foto: Reprodução)
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  • Desde 2013, o Brasil tem promovido a inclusão de pessoas com deficiência intelectual e autismo no mercado de trabalho, com foco em São Paulo e utilizando o método de emprego apoiado.
  • Em 2023, foram registradas mais de 500 contratações, um recorde, segundo o Instituto Jô Clemente.
  • Desde o início da iniciativa, cerca de 5 mil pessoas com deficiência conseguiram emprego no Brasil.
  • As contratações estão concentradas em setores como varejo, com empresas como McDonald’s e Grupo Pão de Açúcar liderando as inclusões.
  • O acompanhamento pós-contratação é fundamental para garantir a inclusão efetiva e combater o preconceito no ambiente de trabalho.

Desde 2013, o Brasil tem avançado na inclusão de pessoas com deficiência intelectual e autismo no mercado de trabalho, especialmente em São Paulo, através do método de emprego apoiado. Em 2023, o número de contratações atingiu um pico, com mais de 500 inclusões registradas, segundo o Instituto Jô Clemente, que enfatiza a importância do acompanhamento pós-contratação para garantir a inclusão efetiva.

Ao todo, cerca de 5.000 pessoas com deficiência intelectual e autismo conseguiram emprego no Brasil desde o início da iniciativa. O método facilita a inserção de profissionais com deficiência no mercado formal. Dados do Censo 2022 do IBGE indicam que 1,4% da população brasileira, aproximadamente 2,6 milhões de pessoas, apresenta condições que dificultam a realização de tarefas cotidianas.

Crescimento das Contratações

As contratações de pessoas com deficiência intelectual estão concentradas em São Paulo, mas desde 2019, o modelo se expandiu para outras capitais e regiões metropolitanas, incluindo Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia. Após uma queda nas contratações durante a pandemia, o crescimento foi retomado em 2022, com 517 inclusões, e alcançou um novo recorde em 2023.

As oportunidades estão distribuídas em diversos setores, com destaque para o varejo, especialmente em alimentação e supermercados. Empresas como McDonald’s, Grupo Pão de Açúcar e Colgate-Palmolive foram algumas das que mais contrataram nesse modelo. Dayanne Alves Santana, 30, é um exemplo de sucesso, atuando como auxiliar administrativa no Grupo Fleury, onde já teve outras experiências profissionais.

Desafios e Acompanhamento

Flávio Gonzalez, coordenador de Inclusão Social do Instituto Jô Clemente, destaca que o acompanhamento pós-contratação é crucial. O instituto realiza visitas regulares para avaliar o desempenho e fazer ajustes necessários. Apesar dos avanços, a inclusão ainda enfrenta desafios, como o estigma associado à deficiência intelectual.

Ronie Vitorino, assistente de advocacy do instituto, relata que, mesmo com o emprego apoiado, o preconceito persiste. Ele enfatiza a importância do acompanhamento para promover um ambiente de trabalho inclusivo. A CEO da Talento Incluir, Carolina Ignarra, complementa que o emprego apoiado deve ser visto como uma oportunidade de desenvolvimento de carreira, não apenas como uma exigência legal.

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