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Vagas para trabalhadores acima de 50 anos são escassas no mercado de trabalho

Grupo Pereira contrata profissionais acima de 60 anos e recebe selo de empregador amigável à idade, destacando a importância da inclusão no mercado de trabalho

Lucia Telles, 73, e Maria Aparecida dos Santos, 61, trabalham no Fort Atacadista, do Grupo Pereira, em SC (Foto: Anderson Coelho)
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  • A inclusão de profissionais com mais de 50 anos no mercado de trabalho é um tema relevante no Brasil, onde apenas de três a cinco por cento dos funcionários pertencem a essa faixa etária, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
  • Lúcia Telles, de 73 anos, e Maria Aparecida, de 62 anos, conseguiram emprego no Fort Atacadista, em Florianópolis, destacando a importância de políticas de inclusão.
  • Ambas foram contratadas pelo Grupo Pereira, que recebeu o selo age friendly employer, reconhecendo suas práticas contra o preconceito etário.
  • No setor de tecnologia, Viviane Oliani, de 52 anos, e Ademar Catalani, com 30 anos de experiência, também retornaram ao mercado, ressaltando a importância da experiência dos profissionais mais velhos.
  • Especialistas apontam que a inclusão de profissionais maduros requer processos de seleção inovadores, ambientes de trabalho flexíveis e promoção de uma cultura intergeracional.

A inclusão de profissionais com mais de 50 anos no mercado de trabalho é um tema crescente no Brasil, onde apenas 3% a 5% dos funcionários são dessa faixa etária, segundo o IBGE. Recentemente, Lúcia Telles, de 73 anos, e Maria Aparecida, de 62, conseguiram emprego no Fort Atacadista, em Florianópolis (SC), destacando a importância de políticas de inclusão.

Ambas foram contratadas pelo Grupo Pereira, que recebeu o selo age friendly employer, reconhecendo suas práticas contra o preconceito etário. Lúcia, que trabalhou como doméstica e buscava complementar sua aposentadoria, encontrou na função de caixa uma nova oportunidade. Maria Aparecida, psicóloga e ex-funcionária pública, também se sentiu motivada a voltar ao mercado de trabalho e planeja se inscrever em uma pós-graduação.

O cenário é preocupante, pois a força de trabalho está envelhecendo. Um estudo da Bain and Company prevê que, até 2031, 25% dos trabalhadores nos países do G7 terão 55 anos ou mais. Apesar disso, muitas empresas ainda não adotam estratégias para incluir esses profissionais, devido a preconceitos e gestão antiquada.

Desafios e Oportunidades

No setor de tecnologia, a situação é semelhante. Viviane Oliani, de 52 anos, aceitou um convite para coordenar sistemas na Alelo, desafiando a ideia de que oportunidades diminuem com a idade. Ela ressalta que, apesar da pressão por inovação constante, a experiência dos profissionais mais velhos é valiosa.

Ademar Catalani, consultor de projetos na All Set Comunicação, também retornou ao mercado após ser convidado. Com 30 anos de experiência, ele acredita que a aprendizagem contínua é essencial para enfrentar novos desafios.

Para especialistas, a inclusão de profissionais maduros requer três pontos principais: processos de seleção inovadores, ambientes de trabalho flexíveis e promoção de uma cultura intergeracional. Michelle Queiroz, professora da Fundação Dom Cabral, destaca a importância de adaptar as vagas às necessidades desses profissionais e de promover mentorias reversas, onde o aprendizado é mútuo entre gerações.

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