- Graça Machel, ativista moçambicana, reflete sobre sua vida em entrevista, destacando sua luta pelos direitos de crianças e mulheres.
- Ela critica a adultização de crianças nas redes sociais e a desumanização provocada pela tecnologia.
- Machel, que completará 80 anos em outubro, enfatiza a importância das relações humanas em tempos de crise.
- A ativista menciona a pressão sobre mulheres em cargos de liderança e a necessidade de mudar a percepção sobre seu papel na sociedade.
- Ela conclui que a luta pela igualdade de gênero deve ser uma prioridade para as novas gerações.
Nos quase 80 anos de vida de Graça Machel, a ativista moçambicana reflete sobre sua trajetória em uma recente entrevista. Reconhecida pela luta pelos direitos de crianças e mulheres, Machel, que foi ministra da Educação em Moçambique, discute a adultização de crianças nas redes sociais e a necessidade de igualdade de gênero.
Machel, que completará 80 anos em outubro, destaca a importância das relações humanas em tempos de crise. “Existimos para sermos felizes e, sobretudo, para nos relacionarmos com outras pessoas,” afirma. Ela critica o uso da tecnologia para desumanizar crianças, ressaltando que “indivíduos com uma mentalidade doentia” têm acesso a essas plataformas, o que exige uma resposta rigorosa dos governos.
Durante a entrevista, Machel também faz um balanço de sua vida. “Sou grata por ter nascido dentro da minha família,” diz, lembrando das dificuldades enfrentadas. A ativista, que foi casada com Samora Machel e Nelson Mandela, fala sobre a luta das mulheres na independência de Moçambique, onde a participação feminina foi significativa, mas muitas vezes não reconhecida.
A pressão sobre as mulheres em cargos de liderança é um tema recorrente em sua fala. “Se eu falhasse, diriam: ‘Está vendo? Colocaram uma mulher e deu errado’,” relembra Machel, enfatizando a necessidade de mudar a percepção sobre o papel das mulheres na sociedade. Ela conclui que a luta pela igualdade de gênero deve ser uma prioridade para as novas gerações.
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