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Psiquiatra é investigada por não isolar preso que matou colega acreditando ser ‘Satanás’

Audiencia de Barcelona investiga homicídio de preso e possível negligência de autoridades penitenciárias após estrangulamento em cela

José Ángel Lombao, retratado em 2003, segurando uma foto de seu filho (Foto: Reprodução)
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  • A Audiencia de Barcelona investiga a morte de José Ángel Lombao, estrangulado por Abdeslam Brada em fevereiro de 2024.
  • Brada, com histórico de violência, acreditava que Lombao era a encarnação de Satanás.
  • A família da vítima alega negligência das autoridades penitenciárias, pois Lombao não deveria ter compartilhado a cela com Brada.
  • A psiquiatra responsável pelo caso de Brada foi convocada para depor como investigada por homicídio por imprudência profissional.
  • Testemunhos indicam que Brada apresentava sinais de descompensação mental antes da transferência para a cela de Lombao.

A Audiencia de Barcelona investiga a morte de José Ángel Lombao, estrangulado por seu companheiro de cela, Abdeslam Brada, em fevereiro de 2024. Brada, com histórico de violência, acreditava que Lombao era a encarnação de Satanás. A família da vítima alega negligência das autoridades penitenciárias, afirmando que Lombao não deveria ter compartilhado a cela com Brada, condenado por matar sua esposa e filhos.

Os juízes decidiram convocar a psiquiatra responsável pelo caso de Brada para depor como investigada por homicídio por imprudência profissional. A decisão surge após a família solicitar que oito profissionais, incluindo o diretor da prisão, fossem ouvidos como investigados. No entanto, os magistrados optaram por ouvi-los como testemunhas, exceto a psiquiatra.

Testemunhos de funcionários da prisão revelaram que, um dia antes do crime, Brada teve um episódio violento na unidade psiquiátrica, onde afirmou que o diabo estava presente. Apesar de ter sido informado, a psiquiatra não tomou medidas adequadas. Brada, que estava em uma cela individual até o dia 8 de fevereiro, foi transferido para dividir espaço com Lombao, mesmo apresentando sinais de descompensação de sua doença mental.

A investigação também aponta para a falta de segurança nas celas, onde foram encontradas cordas que poderiam ser usadas para causar danos. Os magistrados consideram que Brada deveria ter permanecido em uma cela individual, dado seu estado mental. A psiquiatra, em seu depoimento, não conseguiu esclarecer quem decidiu pela mudança de cela e omitiu informações relevantes sobre o comportamento de Brada.

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