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Influenciadores abandonam redes sociais e retornam ao mercado de trabalho formal

Alana Azevedo retorna ao mercado formal em busca de estabilidade financeira e saúde mental, acompanhando tendência entre influenciadores

Criadora de conteúdo Alana Azevedo, 33 anos, retorna ao mercado formal após dois anos (Foto: Reprodução)
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  • Alana Azevedo, conhecida como @alanitcha, decidiu voltar ao mercado formal sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) após atuar como influenciadora digital.
  • A mudança visa buscar estabilidade financeira e saúde mental, refletindo uma tendência entre criadores de conteúdo.
  • Durante a pandemia, Alana ganhou destaque ao criar uma personagem fictícia e firmou parcerias com marcas como Quinto Andar e Mercado Livre.
  • Em 2023, aceitou uma proposta de trabalho em uma agência em São Paulo, adotando um regime híbrido e priorizando sua nova carreira.
  • Outros influenciadores, como Gabrielle Gimenes e Caroline Dallepiane, também estão fazendo a transição para empregos formais, buscando segurança financeira e interação social.

Alana Azevedo, conhecida como @alanitcha, decidiu retornar ao mercado formal sob o regime CLT após um período de sucesso como influenciadora digital. A mudança, motivada pela busca de estabilidade financeira e saúde mental, reflete uma tendência crescente entre criadores de conteúdo que enfrentam desafios na profissão.

Durante a pandemia, Alana ganhou notoriedade ao criar uma personagem fictícia, conquistando parcerias com marcas como Quinto Andar e Mercado Livre. Com a renda obtida, realizou o sonho de construir uma casa para sua mãe. No entanto, a incerteza financeira e a pressão do mercado a levaram a reconsiderar sua trajetória. “Não sou herdeira”, afirma Alana, ressaltando a necessidade de segurança financeira.

A CEO da Youpix, Rafaela Lotto, explica que a concorrência aumentou, tornando mais difícil viver exclusivamente da criação de conteúdo. A maioria dos influenciadores brasileiros recebe entre R$ 2 mil e R$ 5 mil por mês, e apenas 0,54% alcança rendimentos acima de R$ 100 mil. Lotto destaca que a diversificação das fontes de receita é essencial para a sustentabilidade na carreira.

Alana, que atuou como influenciadora entre 2021 e 2023, sentiu a falta de benefícios como plano de saúde. Em 2023, aceitou uma proposta de uma agência em São Paulo, optando por um regime híbrido de trabalho. “Quando peguei essa oportunidade, não foi porque as coisas estavam dando errado”, explica. A influenciadora agora produz conteúdo como uma atividade secundária, priorizando sua nova carreira.

Outros influenciadores também estão fazendo a transição para o mercado formal. Gabrielle Gimenes, por exemplo, encontrou estabilidade em um emprego CLT após um ano de incertezas financeiras como criadora de conteúdo. “A criação de conteúdo ficou em segundo plano e funciona apenas como renda extra”, afirma. Caroline Dallepiane, que teve sua renda reduzida pela metade ao migrar para o CLT, destaca que a interação social e o aprendizado foram fatores decisivos para sua escolha.

A mudança de Alana e de outros influenciadores evidencia uma nova realidade no mercado, onde a criação de conteúdo não é mais vista como um caminho garantido para a riqueza. “Talvez teremos uma classe média de criadores”, conclui Lotto, ressaltando a importância de novas abordagens na economia criativa.

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