- As unidades de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) enfrentam uma grave crise orçamentária, com risco de fechamento.
- A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Academia Brasileira de Ciências (ABC) alertam sobre a paralisação de ações e cortes de equipes em algumas instituições.
- O Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF) acumula uma dívida de R$ 540 mil com a provedora de energia elétrica e pode comprometer equipamentos avaliados em mais de R$ 100 milhões.
- O Projeto de Lei Orçamentária (PLOA) para 2026 prevê uma redução de R$ 150 milhões em relação ao necessário para as atividades.
- Sem reforço orçamentário, algumas unidades podem parar de funcionar em 2026, conforme alerta da SBPC.
As 16 unidades de pesquisa vinculadas ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) enfrentam uma grave crise orçamentária, que pode levar ao fechamento de suas atividades. A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Academia Brasileira de Ciências (ABC) alertam que algumas instituições já paralisaram ações e cortaram equipes, com previsão de esgotamento de recursos em meses próximos.
Centros como o Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF) já enfrentam dificuldades severas, como a interrupção de serviços essenciais e a redução de jornadas de trabalho. O vice-diretor do CBPF, João Paulo Sinnecker, destacou que a dívida acumulada com a provedora de energia elétrica chega a R$ 540 mil, e a falta de recursos pode comprometer equipamentos avaliados em mais de R$ 100 milhões.
O MCTI reconhece a situação, mas afirma que não há previsão de paralisação das atividades. No entanto, a realidade é alarmante: 11 instituições podem ficar sem recursos já em setembro, e outras duas em novembro. A diretora do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), Regina Alvalá, informou que ajustes estão sendo feitos para minimizar os impactos, mas a continuidade das operações está ameaçada.
O Projeto de Lei Orçamentária (PLOA) para 2026 prevê uma redução de R$ 150 milhões em relação ao necessário para a execução das atividades. A SBPC e a ABC solicitaram a concessão de créditos adicionais e a execução não-contingenciada do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). A situação é crítica, e se não houver reforço orçamentário, algumas unidades de pesquisa podem parar de funcionar em 2026, conforme alertou Garcia, da SBPC.
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