- O cinema brasileiro se destaca em festivais internacionais, mas a regulamentação do streaming não é prioridade no Congresso.
- A secretária do audiovisual, Joelma Gonzaga, alertou sobre a urgência da regulamentação, afirmando que a janela de oportunidade está se fechando com as eleições de 2026.
- Durante a 5ª Conferência Audiovisual do Festival de Brasília, Gonzaga destacou a falta de avanço nas regulamentações das plataformas de vídeo sob demanda (VoD).
- A deputada Jandira Feghali criticou a inação do governo, afirmando que a ausência de ação pode prejudicar o setor audiovisual.
- A expectativa é que o presidente da Câmara, Hugo Motta, vote o projeto de regulamentação em setembro, com a permanência de Feghali na relatoria sendo crucial para o avanço da pauta.
O cinema brasileiro vive um momento de destaque em festivais internacionais, como Cannes, Veneza e Berlim, mas a regulamentação do streaming ainda não é prioridade no Congresso. A secretária do audiovisual, Joelma Gonzaga, alertou sobre a urgência da pauta, afirmando que a janela de oportunidade está se fechando com as eleições de 2026 se aproximando.
Durante a 5ª Conferência Audiovisual do Festival de Brasília, Gonzaga expressou preocupação com a falta de avanço na regulamentação das plataformas de vídeo sob demanda (VoD). “Se não for este ano, a gente não regula nada”, disse, ressaltando que o ano eleitoral dificulta a tramitação de projetos. O streaming, que chegou ao Brasil há cerca de 15 anos, não contribui com a Condecine, o que gera insegurança no setor.
A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) criticou a falta de urgência do governo em tratar a regulamentação do audiovisual. Para ela, a ausência de ação pode resultar em uma perda significativa para o setor. “Estamos há meses discutindo outras pautas, mas e o audiovisual brasileiro?”, questionou.
Minom Pinho, da Apaci, destacou que a insegurança jurídica afeta a operação das empresas de streaming no Brasil. “É insuportável montar uma operação sem saber o que vai acontecer”, afirmou. A secretária Gonzaga reconheceu os desafios enfrentados pelo governo, mas acredita que o projeto de lei relatado por Feghali está maduro e pode ser acelerado se aglutinado a outra proposta já aprovada.
A expectativa é que o presidente da Câmara, Hugo Motta, cumpra o compromisso de votar o projeto em setembro. Contudo, a permanência de Jandira Feghali na relatoria é vista como crucial para o avanço da pauta. A regulamentação do streaming é considerada uma das questões mais importantes para a cultura no Brasil, e o tempo para agir está se esgotando.
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