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Delegacia liderada por mulher resgata meninas de arenas virtuais na madrugada

Noad da Polícia Civil de São Paulo salva 329 meninas em um ano, apreende 112 agressores e prende 42 adultos, reforçando o alerta às famílias

Foto: Agência SP
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  • A delegada Lisandrea Salvariego Colabuono, à frente do Núcleo de Operações e Articulações Digitais da Polícia Civil de São Paulo, celebra ter salvo 329 meninas em um ano, com 112 agressores adolescentes apreendidos e 42 adultos presos.
  • o trabalho ocorre principalmente de madrugada, com ligações aos pais para resgatar vítimas em cômodos próximos, enquanto o conteúdo é transmitido ao vivo.
  • as vítimas costumam ser meninas que caem em golpes em jogos online como Roblox, Minecraft e Free Fire, sendo coagidas a enviar imagens íntimas.
  • a polícia ressalta que os pais geralmente não têm ideia do que acontece no quarto ao lado e alerta: o algoritmo pode conhecer o filho melhor do que a família.
  • o canal oficial de denúncia é nucleo.noad@sp.gov.br, e sinais de alerta incluem mudanças bruscas de comportamento e queda no rendimento escolar.

A delegada Lisandrea Salvariego Colabuono comanda o Núcleo de Operações e Articulações Digitais (Noad) da Polícia Civil de SP. Em um ano, a operação salvou vítimas em madrugadas, com ações que interrompem ataques em tempo real. O Noad atua em casos de violência online que envolvem menores.

Ao longo do primeiro ano, a equipe atendeu a mais de 300 situações, salvando 329 meninas em arenas virtuais onde eram forçadas a se machucar. Além disso, foram apreendidos 112 adolescentes agressores e 42 adultos presos por crimes como estupro virtual. O trabalho ocorre principalmente pela madrugada.

Os casos costumam envolver jogos online como Roblox, Minecraft e Free Fire, com transmissão ao vivo pela internet. A delegada afirma que a violência cresce e que a atuação depende de autorização judicial para monitoramento digital, sem infiltração nas plataformas.

Natureza das operações e números

O Noad funciona com um grupo de cerca de 15 a 20 policiais, em regime de plantão para monitorar atividades suspeitas. As ações visam interromper situações de risco e coletar provas para investigações contra agressores. A maior parte das vítimas é adolescente feminina.

Os responsáveis pelos ataques são, em geral, pessoas entre 12 e 21 anos, sem perfil único. As vítimas costumam ser aliciadas por meio de relacionamentos virtuais que começam com aproximação e culminam na coerção para produzir conteúdo íntimo. O material é, em muitos casos, vendido.

Como as famílias devem agir e canais de denúncia

A autoridade reforça a importância de restringir o acesso às telas e de observar sinais como mudanças de comportamento e rendimento escolar. Pais são orientados a buscar apoio imediato caso haja indícios de automutilação ou coação online.

Para denúncias ou dúvidas, o Noad disponibiliza o endereço nucleo.noad@sp.gov.br. A delegada ressalta que o algoritmo das plataformas pode expor jovens a riscos, e que a participação da sociedade é essencial para reduzir os casos.

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