- Imagens mostram crianças menores de 18 anos diante de fuzis e armas na escola cívico-militar de Colombo, na região metropolitana de Curitiba.
- Vídeos que circulam nas redes sociais registram a exposição de armamentos durante atividade promovida pela Secretaria de Segurança Pública do Paraná.
- APP-Sindicato acionou o Ministério Público, a Defensoria Pública e a Controladoria Geral do Estado para investigar a exposição.
- A Secretaria afirmou que a exposição teve objetivo de apresentar aspectos do trabalho diário das forças de segurança e ocorreu em área supervisionada, sem manuseio pelos alunos.
- O episódio ocorre em meio à expansão do modelo cívico-militar no estado, que aprovou projeto para ensino integral; o Paraná passará a ter 345 escolas cívico-militares a partir do próximo ano.
Imagens registradas na semana passada mostram crianças com menos de 18 anos diante de fuzis e armas na escola cívico-militar de Colombo, região metropolitana de Curitiba. A exposição foi organizada pela Secretaria de Segurança Pública do Paraná.
Vídeos que circulam nas redes sociais mostram a montagem de uma mesa no ginásio da escola, com pelo menos cinco fuzis, uma pistola e demais armamentos exibidos pelo Batalhão de Rondas Ostensivas de Natureza Especial. A atividade não permitia manuseio pelos alunos.
Após a repercussão, o APP-Sindicato informou ter acionado o Ministério Público, a Defensoria Pública e a Controladoria Geral do Estado para apurar a exposição. A entidade critica o modelo cívico-militar, dizendo que viola o direito à educação sem violência.
A Secretaria de Segurança Pública afirmou, em nota, que a exposição tinha o objetivo de apresentar aspectos do trabalho diário das forças de segurança. Segundo a pasta, foi uma ação tradicional realizada em espaços abertos à comunidade e com área supervisionada.
A gestão do governo estadual, sob Ratinho Júnior (PSD), continua promovendo a expansão do modelo. No mês passado, a Assembleia Legislativa aprovou projeto que amplia o formato para escolas de ensino integral, elevando o total para 345 unidades no estado.
Em Curitiba, outro registro recente mostra alunos do Colégio Estadual Cívico-Militar João Turin cantando versos de uma canção do BOPE, o que gerou críticas sobre a cultura de violência associada ao modelo.
Especialistas pedem maior transparência e avaliação de impactos, especialmente em relação a impactos psicossociais e à segurança dos estudantes, antes de novas adesões ao formato.
Autoridades reiteram que atividades com armamentos são realizadas com supervisão e sem manuseio direto por alunos, destacando a diferença entre a exposição educativa e o uso prático de equipamentos.
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