- A Alerj não votou o projeto de lei sobre o ICMS Educacional, critério para municípios receberem verba da União via Fundeb.
- Sem aprovação, as cidades fluminenses estimam perda de 117 milhões de reais em recursos para educação.
- Pelo Fundeb, estados devem aprovar leis que definem a nova distribuição do ICMS; o Rio de Janeiro é o único estado que não cumpria a regra até agora.
- MEC deu prazo até 15 de novembro para o governo de Cláudio Castro enviar o projeto, prazo que não foi cumprido.
- O governo afirma ter enviado o projeto em fevereiro de 2025; a Alerj diz ter publicado a proposta em 30 de outubro; possibilidade de nova análise em 2027 caso o ICMS Educacional seja instituído.
Alerj deixou de apreciar o projeto que institui o ICMS Educacional, medida que define novos critérios para repasses do Fundeb. Sem a aprovação, municípios fluminenses estimam perda de 117 milhões de reais em recursos da União para educação.
O Fundeb exige que estados cumpram critérios para receber o VAAR, como aprovação do ICMS Educacional e resultados do Saeb. O Rio de Janeiro é o único estado que não seguia essa regra desde 2020, com o índice de redistribuição ampliado para 35%.
Apesar de ações na Justiça terem evitado a perda nos últimos dois anos, a pauta não avançou. Em outubro, uma comissão do MEC abriu prazo para o governo de Cláudio Castro até 15 de novembro para enviar a legislação, que não ocorreu.
Impacto financeiro estimado e funcionamento
Secretários de educação criticam a falta de prioridade para votação. O secretário municipal Renan Ferreirinha afirmou que o recurso beneficia valorização de professores, merenda e material escolar, com projeção de impacto de até 700 milhões no próximo ano.
A Undime-RJ aponta que a ausência de verba força reprogramação orçamentária e posterga iniciativas educacionais, ampliando desigualdades entre municípios do estado.
Posicionamentos oficiais
O governo estadual alega ter encaminhado o projeto à Alerj em fevereiro de 2025 e que houve pedidos de prorrogação de prazo, sem votação. A Alerj afirma ter publicado o projeto no Diário Oficial em 30 de outubro, sem esclarecer o motivo da demora na tramitação. O MEC sinaliza possibilidade de buscar a verba em 2027 caso o ICMS Educacional seja instituído.
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