- Em Nigeria, escolas religiosas e ministérios ajudam crianças com deficiência, preenchendo a carência de educação especial nas escolas públicas.
- A Lei de Discriminação contra Pessoas com Deficiência de 2019 garante ensino gratuito até o ensino médio, mas a aplicação é fraca e muitos alunos não recebem recursos adequados.
- Centros geridos pela igreja, como EVAMI em Enugu, oferecem educação infantil gratuita, ensino fundamental e capacitação profissional, com mensalidades cobrindo apenas livros e uniforme.
- Casos como o de Kenneth Echiche mostram dificuldades: após perder a visão, ele conseguiu concluir o ensino médio e conquistar diploma universitário, mas enfrentou estigmas e acessibilidade precária.
- Organizações comunitárias trabalham para reduzir preconceitos e incentivar a empregabilidade de pessoas com deficiência, oferecendo capacitação e ajudando a inserir jovens no mercado de trabalho.
In Cross River, Nigeria, a 2009 incident near the village de Ukwortung mudou a vida de Kenneth Echiche, hoje com 39 anos. Ao sofrer uma queimadura ocular durante a colheita de caju, ele ficou cego e enfrentou dificuldades para concluir o ensino médio em escolas públicas sem recursos para estudantes com deficiência.
A educação inclusiva no país enfrenta entraves. A Lei de Discriminação contra Pessoas com Deficiência, de 2019, garante ensino gratuito até o ensino médio, mas a aplicação é falha e muitos estudantes permanecem sem apoio educacional adequado. O cenário escolar público continua carente de materiais adaptados e de docentes especializados.
Instituições religiosas atuam para preencher lacunas. Escolas geridas por ministérios religiosos, como EVAMI em Enugu, oferecem educação básica sem custo de tuition, além de formação profissional para quem não se encaixa no ambiente escolar tradicional. A organização também trabalha para desmontar crenças negativas sobre deficiência.
Casos como o de Echiche ilustram os obstáculos enfrentados por famílias de baixa renda, que muitas vezes não têm condições financeiras para investir em tutoria particular ou em materiais adaptados, como Braille. A falta de acessibilidade é apontada como obstáculo contínuo à permanência escolar e à conclusão dos estudos.
Echiche encontrou apoio ao buscar educação formal de ensino médio em uma instituição especializada, após ser indicado por um padre católico para uma escola de visão limitada em Obudu. A adaptação incluiu o uso de bengala, leitura de Braille e atividades domésticas independentes. Hoje ele cursa graduação e trabalha como servidor público.
O trabalho de EVAMI inclui exploração de vocações profissionais, como costura, cabeleireiro e sapateiro, além de atividades acadêmicas. A meta é preparar crianças para a independência econômica e a participação social, reduzindo estigmas comunitários.
Empresas e organizações religiosas também promovem capacitação para o mercado de trabalho em várias regiões. Projetos de treinamento já ajudaram jovens com deficiência a conseguir estágios e oportunidades de emprego, fortalecendo a noção de que pessoas com deficiência são membros plenos da comunidade.
Apesar dos avanços, familiares relatam dificuldades com o suporte em casa durante as férias escolares, quando o acesso a aulas de Braille fica restrito. A necessidade de políticas públicas mais rigorosas sobre acessibilidade permanece como tema central para melhorar a inclusão educacional.
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