- A primeira edição do Enamed, criado em abril de 2025, avaliou 351 cursos de medicina no país: 243 bem avaliados (mínimo de 60% de proficiência), 107 mal avaliados e um não avaliado por baixo número de concluintes.
- Os resultados foram apresentados pelo Ministério da Educação e pelo Ministério da Saúde na segunda-feira, dia 19, com foco em melhorar a qualidade e manter as vagas existentes.
- Ao todo, 89.024 pessoas se inscreveram, sendo 39.258 concluintes. A maior parte dos avaliados (mais de 28 mil) era de instituições privadas; pouco mais de 9 mil eram de instituições públicas.
- Melhores desempenhos: federais, com média de 83,1% entre 6.502 estudantes; estaduais, com média de 86,6% entre 2.402 inscritos. Piores: municipais, 49,7% entre 944 estudantes; privadas com fins lucrativos, 57,2% entre 15.409 estudantes.
- Medidas cautelares: 99 cursos sob regulação federal podem sofrer sanções como redução ou proibição de vagas, suspensão do Fies e outras; 30 dias para defesa após publicação no Diário Oficial, anuais até a próxima edição do Enamed em outubro de 2026.
O Enamed, exame nacional de avaliação da formação médica, avaliou 351 cursos de medicina em todo o Brasil em sua primeira edição, realizada em 2025. Dos estabelecimentos analisados, 243 obtiveram proficiência mínima de 60% para os concluintes, 107 ficaram abaixo dessa marca e um não recebeu avaliação por número insuficiente de concluintes.
A divulgação ocorreu na segunda-feira, 19, em reunião do Ministério da Educação com a participação do Ministério da Saúde. O objetivo é incentivar melhorias na formação médica, ampliar vagas e elevar a qualidade da formação em todo o país, segundo o MEC. O ministro Camilo Santana destacou o compromisso com a qualidade e a continuidade dos cursos.
Ao todo, 89.024 pessoas se inscreveram no processo, sendo 39.258 concluintes de cursos de medicina no país. A maior parte dos avaliados era de instituições privadas; pouco mais de 9 mil vinham de instituições públicas federais, estaduais e municipais.
Resultados por rede e impactos
Entre as instituições, os melhores desempenhos vieram de federais, com 6.502 participantes alcançando média de proficiência de 83,1%. Nos établissements estaduais, a média ficou em 86,6% entre 2.402 inscritos.
Os menores resultados ocorreram em redes municipais, com média de 49,7% entre 944 estudantes. Nas privadas com fins lucrativos, a média foi de 57,2% entre 15.409 alunos.
Segundo o ministro, há preocupação com as redes municipais e privadas com fins lucrativos, com foco de melhoria a partir de agora. A avaliação aponta que cursos de federais, estaduais e sem fins lucrativos apresentaram desempenho mais estável.
Medidas cautelares e próximos passos
Após a divulgação, 304 cursos de medicina estão sob regime de regulação federal. Desses, 99 cursos estão nas faixas consideradas insatisfatórias, recebendo sanções em etapas.
O MEC estabeleceu 30 dias para defesa formal ao Ministério da Educação, a partir da publicação no Diário Oficial. As sanções vão desde a vedação do aumento de vagas até suspensão de ingresso de novos estudantes, com progressão até a próxima aplicação do Enamed, prevista para outubro de 2026.
Entre na conversa da comunidade