- A Fiocruz abriu as portas para 150 alunas de diversas regiões da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, assegurando três dias de imersão para conhecer trabalhos e pesquisadoras da instituição, em comemoração ao Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência.
- O programa busca incentivar trajetórias em ciência, tecnologia, engenharia e matemática (Stem) entre meninas, com foco na participação feminina e na superação de estereótipos.
- Raíssa Cristine de Medeiros Ferreira, 17 anos, participou da imersão em 2025 e repetiu a experiência neste ano, levando uma amiga. Ela estuda química no Instituto Federal do Rio de Janeiro.
- Beatriz Antônio da Silva, também 17, descreve a importância de projetos que estimulam meninas negras a ingressar na ciência, contando com apoio de professoras e mentoras na Fiocruz.
- A programação expõe as alunas a laboratórios, ao Laboratório de Conservação Preventiva e à pesquisa na Revista Cadernos de Saúde Pública, destacando a diversidade de caminhos dentro da ciência.
A Fiocruz abriu as portas para 150 alunas durante o Dia Internacional das Meninas e Mulheres na Ciência, celebrado em 11 de fevereiro, com uma imersão de três dias em unidades da fundação, no Rio de Janeiro. A iniciativa busca aproximar jovens mulheres da pesquisa e desmistificar a imagem de que ciência é domínio exclusivo de homens.
Entre as participantes, Raíssa Cristine de Medeiros Ferreira, 17 anos, está prestes a concluir o ensino médio com técnico em Química pelo Instituto Federal do Rio de Janeiro. Ela participou da imersão em 2025 e repetiu a experiência neste ano, trazendo uma amiga. Beatriz Antônio da Silva, também 17, estuda no mesmo instituto e sonha com uma carreira na ciência.
A programação mostra o dia a dia de laboratórios, além de visitas a espaços como o Laboratório de Conservação Preventiva e a Revista Cadernos de Saúde Pública. Pesquisadoras da Fiocruz conduzem atividades que destacam a prática colaborativa e multidisciplinar da ciência, longe de estereótipos.
Dentro da Fiocruz
O projeto é coordenado pelo Programa Mulheres e Meninas na Ciência, com foco em reconhecer cientistas mulheres, promover pesquisas de gênero e estimular o interesse de meninas pela ciência. A iniciativa atua desde 2020 como parte de um movimento global promovido pela ONA.
Beatriz Duqueviz, analista de gestão em saúde pública, ressalta que a tradição de lideranças femininas na instituição reforça a importância da diversidade. Ela explica que a imersão visa mostrar que pesquisar exige curiosidade e disciplina, não apenas talento natural.
Outra participante, Sulamita do Nascimento Morais, 17, já integra bolsista de iniciação científica e vê na tecnologia oportunidades para mulheres. Ela cita o desafio de romper o tabu de que tecnologia é área masculina e afirma que o programa facilita a entrada em áreas científicas.
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