- Estudante quilombola da UFPA, Lorrany da Paixão Maia, foi convidada a sair da sala por estar acompanhada do filho.
- A professora teria dito que não era conduta ministrar aula daquele modo e que a jovem precisaria escolher entre estudar ou ficar com o filho.
- Lorrany acionou a ouvidoria; a diretoria afirmou que tentaria resolver a situação. Coletivos e centros acadêmicos apoiaram a estudante e pediram medidas contra a docente.
- A CNN Brasil apurou relatos e a estudante recebeu acolhimento de colegas, com alunos de apoio optando por faltar às aulas em solidariedade.
- A universidade não comentou até o momento; ato de apoio à jovem ocorreu na última quarta-feira (11) e segue aberto a participação.
O que aconteceu ocorreu na Universidade Federal do Pará (UFPA), quando uma estudante quilombola acompanhava o filho à aula e foi convidada a se retirar pela professora. O episódio ocorreu na última segunda-feira e gerou mobilização de coletivos e centros acadêmicos em apoio à estudante.
Segundo a estudante Lorrany da Paixão Maia, houve tentativa de resolver a situação com a disciplina por meio de um professor, que disse não conseguir deixar a criança sozinha em casa. Ele informou que a professora responsável havia orientado que a jovem levasse o filho à aula.
Ao chegar à sala, a docente solicitou que Lorrany deixasse o ambiente, alegando que aquele jeito de ministrar aula não era adequado. A professora teria dito que a estudante deveria escolher entre estudar ou acompanhar o filho, provocando constrangimento.
Após o ocorrido, Lorrany recebeu acolhimento de colegas e de outros docentes. Ela registrou a denúncia à ouvidoria da universidade, que afirmou que buscaria resolver a situação. A CNN entrou em contato com a UFPA, mas não obteve resposta até o momento.
Apoio e repercussão
Coletivos universitários e centros acadêmicos divulgaram apoio à estudante e organizaram um ato para a última quarta-feira, com pedido de responsabilização da professora. A mobilização também enfatizou o direito de mães e estudantes acompanharem filhos no campus.
Lorrany relata sentir medo de retornar aos estudos ao lembrar do episódio, mas afirma que recebe apoio de colegas. Mesmo com o incidente, ela diz que as aulas continuam, e observou adesão de parte dos alunos ao ato em apoio à mulher.
A instituição permanece em aberto para manifestações e posicionamentos. O caso continua sob apuração pela ouvidoria, com desdobramentos esperados para as próximas semanas.
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