- Brasil e Índia discutiram colaboração educacional em Nova Délhi na sexta-feira, após a Cúpula sobre o Impacto da IA, com o ministro Camilo Santana e o ministro Dharmendra Pradhan.
- O encontro abordou educação desde a básica até a superior e o uso pedagógico da internet e de celulares nas escolas.
- Foi enfatizada a mobilidade acadêmica na pós-graduação para fortalecer pesquisa, ensino e inovação, com foco em agricultura, mineração e biomassa/etanol.
- O MEC, em parceria com o MRE, divulga oportunidades de estudo no Brasil para estudantes estrangeiros, incluindo vagas pelo PEC-G para indianos.
- A parceria com o Instituto Internacional de Tecnologia da Informação Bangalore (IIIT-B) visa apoiar a transformação digital na educação brasileira, com foco em infraestruturas públicas digitais, código aberto e projetos-piloto.
O Brasil e a Índia atuam em agenda comum de educação. Nesta sexta-feira, 20 de fevereiro, em Nova Délhi, o ministro da Educação brasileiro, Camilo Santana, e o ministro indiano, Dharmendra Pradhan, se reuniram após participação na Cúpula sobre o Impacto da Inteligência Artificial. O encontro tratou de cenários educacionais, incluindo uso pedagógico da internet e de celulares nas escolas.
Os titulares discutiram fortalecer a mobilidade acadêmica na pós-graduação para ampliar pesquisa, ensino e inovação. Temas como agricultura, mineração e biomassa/etanol foram apontados como áreas de interesse para cooperação entre os dois países. A reunião ocorreu no contexto de uma longa trajetória de colaboração entre Brasil e Índia.
O MEC ressaltou ações conjuntas com o MRE para atrair estudantes estrangeiros, incluindo o PEC-G, que já oferece vagas a estudantes indianos. O intercâmbio entre Brasil e Índia, segundo o ministério, ainda opera abaixo do potencial, com metas de ampliar fluxos de alunos e pesquisadores.
Do lado internacional, o diálogo insere-se em ações do BRICS, cujo foco em educação digital foi tema de debates em 2025. A Rede de Universidades BRICS-NU, criada em 2016, já reúne 178 instituições, com 20 brasileiras, facilitando cooperação em pesquisa, mobilidade e projetos comuns.
Na agenda global, Santana participou de atividades adicionais na Índia. Antes do encontro, assinou memorando com o IIIT-Bangalore para impulsionar a transformação digital na educação brasileira, com foco em infraestrutura pública digital, código aberto e capacitação institucional.
Durante o painel da Cúpula sobre o Impacto da IA, Santana apresentou políticas de governança digital e de uso responsável de IA na educação brasileira. O ministro destacou o Referencial para Desenvolvimento e Uso Responsáveis de Inteligência Artificial na Educação, com lançamento previsto pelo MEC.
A comitiva brasileira desfaz parte de uma agenda oficial na Índia que segue até sábado, 21 de fevereiro, com encontros entre autoridades brasileiras e indianas para ampliar parcerias educacionais e tecnológicas. A Cúpula anual de IA reúne lideranças governamentais e representantes do setor de tecnologia.
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