- O governo da Inglaterra anuncia uma reformulação do apoio a crianças com SEND, com início em semanas, não meses, e publicação de um white paper.
- As crianças com SEND serão tratadas como parte integral da escola, dentro de uma mudança de longo prazo de dez anos para permitir ajuste de escolas e famílias.
- Cada criança com SEND terá um plano de apoio individual; os Planos de Educação, Saúde e Cuidados (EHCP) passarão a exigir critérios mais rígidos para qualificação.
- EHCPs serão reservados aos casos mais graves, mas crianças em níveis inferiores manterão apoio adicional e direitos legais; planos existentes não devem ser retirados.
- Existe preocupação de que crianças que chegam aos onze anos e já possuem planos de apoio possam ser reavaliadas sob novas regras; o governo afirma que o objetivo é acelerar o atendimento e melhorar resultados.
Bridget Phillipson anunciou que, sob a reformulação do apoio a crianças com necessidades especiais na Inglaterra, o início das mudanças ocorrerá em semanas, não meses. A proposta integra as crianças ao sistema escolar, segundo a ministra, e faz parte de uma transformação de longa duração. O objetivo é reduzir atrasos no atendimento e tornar o suporte mais rápido.
Antes da publicação do documento, Phillipson defendeu que as crianças com necessidades especiais serão tratadas como parte essencial da escola, e não como tema isolado. Ela ressaltou que as mudanças levarão cerca de uma década para serem totalmente implementadas, dando tempo a escolas e famílias para se adaptar.
O governo enfrenta críticas de grupos de defesa, que temem que crianças com direito legal ao apoio passem por avaliações ao migrarem para o ensino secundário. A reforma elevará o patamar de elegibilidade para o plano de educação, saúde e atendimento (EHCP).
O que muda
Segundo fontes, every child com Send passará a ter um plano de apoio individual, e novos EHCPs serão reservados apenas para necessidades mais severas e complexas. Crianças em níveis mais baixos ainda receberão suporte adicional, com direitos legais preservados.
Phillipson disse à BBC que o governo não cortará o suporte existente e mencionou uma transição cuidadosa de longo prazo. Ela afirmou que, na prática, o atendimento deverá ocorrer mais rapidamente do que hoje.
A autoridade destacou que muitos EHCPs são emitidos fora do prazo legal de 20 semanas e que a reforma visa tornar o processo menos adversarial para os pais. A ministra reforçou que a iniciativa não visa economizar dinheiro, mas investir mais para melhores resultados.
Aspectos legais e implementação
Fontes do governo garantem que quem já possui EHCP não perderá o benefício, embora haja receio de reavaliação de crianças de 11 anos que possuem planos de apoio sob novas regras. Os meios de recurso continuam disponíveis sob legislação vigente.
O white paper seria publicado originalmente no ano passado, mas foi adiado para ajustes. Phillipson reforçou que o foco é entregar resultados melhores para as crianças, com um olhar mais ambicioso para o conjunto do setor educacional.
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