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Brasil e Nova Zelândia firmam cooperação para a educação

Brasil e Nova Zelândia assinam acordo de cooperação em educação com intercâmbio entre áreas e níveis, por cinco anos

Foto: Fábio Nakakura
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  • Brasil e Nova Zelândia assinaram um arranjo de cooperação na educação em cinco de março, prevendo intercâmbio em educação básica, educação superior e educação profissional e tecnológica, além de educação indígena e inclusiva.
  • O acordo facilita o intercâmbio de professores, pesquisadores, estudantes e gestores, bem como o desenvolvimento de projetos conjuntos e a troca de informações e boas práticas.
  • A cooperação terá duração de cinco anos e poderá ser renovada automaticamente por novos períodos de cinco anos.
  • Participaram da cerimônia o secretário-executivo do Ministério da Educação e o ministro das Relações Exteriores da Nova Zelândia, com expectativa de ampliar o intercâmbio acadêmico entre os dois países.
  • Também foram discutidos temas como uso de celulares em sala de aula, financiamento da educação e ações afirmativas, como cotas nas universidades públicas.

O Brasil e a Nova Zelândia firmaram um acordo de cooperação no campo da educação. O ato ocorreu na quinta-feira, 5 de março, e envolve intercâmbio em educação básica, superior e profissional, além de temas como educação indígena e inclusiva. O objetivo é fortalecer o intercâmbio de informações e experiências entre os dois países.

O acordo foi assinado pelo secretário-executivo do MEC, Leonardo Barchini, e pelo ministro das Relações Exteriores da Nova Zelândia, Winston Peters. Barchini destacou a importância da parceria para ampliar o fluxo de estudantes e docentes entre as nações, reforçando a relação bilateral. Peters enfatizou o desenvolvimento recíproco na área educacional.

Detalhes do acordo

O arranjo prevê atividades em diferentes níveis de ensino, incluindo:

  • intercâmbio de professores, pesquisadores, gestores, estudantes e profissionais para cursos de graduação, pós‑graduação ou estágios;
  • missões conjuntas de educação, pesquisa ou aperfeiçoamento profissional;
  • intercâmbio de estudantes e docentes, em curto ou longo prazo, conforme acordo entre instituições;
  • projetos e programas de pesquisa desenvolvidos em conjunto;
  • compartilhamento de informações e boas práticas na educação profissional e tecnológica;
  • difusão de idiomas e culturas no âmbito educacional.

O instrumento terá duração inicial de cinco anos, com renovação automática por períodos adicionais de cinco anos. Durante a cerimônia, as delegações discutiram também restrições ao uso de celulares em salas de aula, financiamento da educação e ações afirmativas em universidades públicas.

Participantes

Pelo MEC estiveram presentes o assessor especial para Assuntos Internacionais, Felipe Heimburger; o diretor de Relações Internacionais da Capes, Rui Oppermann; o diretor de Articulação e Fortalecimento da Educação Profissional e Tecnológica, Sergio Pedini; e o coordenador-geral de Internacionalização da Sesu/MEC, Virgílio Pereira de Almeida. Do MRE, participaram o secretário de Promoção Comercial, Ciência, Tecnologia, Inovação e Cultura, embaixador Laudemar Gonçalves de Aguiar Neto, e o embaixador do Brasil na Nova Zelândia, Pedro Murilo Ortega Terra.

A Nova Zelândia, com cerca de 5 milhões de habitantes, é reconhecida pela qualidade de seu ensino e pela presença de universidades bem posicionadas em rankings globais. O país também tem destacada valorização da cultura Māori, com políticas de revitalização linguística e inclusão educativa.

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