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Brasil tem 18 cursos entre os 50 melhores do mundo, aponta ranking

USP lidera o ranking brasileiro com mais áreas entre as cinquenta melhores; Unifesp apresenta maior evolução entre as brasileiras

Astrofísico americano Adam Frank é um dos destaques do São Paulo Innovation Week, realizado pelo 'Estadão'. Crédito: Estadão
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  • Brasil tem dezoito graduações entre as cinquenta melhores no QS World University Rankings by Subject 2026, com setenta e nove entradas no top cento e maior presença da América Latina.
  • A USP foi a instituição brasileira com mais disciplinas no ranking e atingiu a melhor posição histórica do país na História da Arte, em décimo segundo lugar; também aparece entre as cinquenta melhores de Medicina, em posição de 43.
  • A Medicina é a área com mais instituições brasileiras classificadas no ranking, com dezoito universidades; a USP é a única brasileira entre as cinquenta melhores na área.
  • A Unifesp teve a maior evolução entre as brasileiras, com quatro ofertas subindo de posição, uma caindo e outra estável, totalizando melhoria de cinquenta por cento.
  • Ao todo, foram analisadas 382 ofertas de trinta e uma instituições brasileiras; a lista contempla áreas como Odontologia, Engenharia de Petróleo e Antropologia entre as cinquenta melhores.

A edição 2026 do QS World University Rankings by Subject mostra que o Brasil tem 18 cursos entre os 50 melhores do mundo, mantendo o país como o mais representado da América Latina no top 50. O levantamento avaliou 382 ofertas de 31 instituições, com a USP liderando as colocações nacionais.

Entre as universidades brasileiras, a USP é a mais bem classificada, com 12 disciplinas entre as 50 melhores e 13 entre as 100. História da Arte ocupa a melhor posição do Brasil, na 12ª colocação. Medicina aparece entre as 50 primeiras, na 43ª posição, única brasileira nesse patamar.

A pesquisa aponta que a Medicina é a área com maior representação no Brasil, com 18 universidades listadas. A USP lidera nesse campo, seguida pela Unicamp em várias áreas relacionadas à engenharia e antropologia. As classificações destacam ainda Odontologia, Engenharia de Petróleo e Antropologia entre as áreas mais avaliadas.

A Unifesp, embora não figure no top 50, foi a instituição brasileira com maior evolução no ranking, subindo quatro posições em quatro de suas ofertas acadêmicas, mantendo outra na mesma posição e registrando melhoria de 50% no conjunto.

Segundo a QS, 30% das ofertas brasileiras subiram de posição, 26% caíram e 34,5% permaneceram estáveis. Além disso, 37 cursos passaram a figurar no ranking pela primeira vez, contribuindo para o avanço do ensino superior nacional no cenário global.

Desempenho por instituição

  • USP: História da Arte (12º); Odontologia (15º); Engenharia de Mineral e de Mineração (24º); Antropologia (25º); Biblioteconomia e Ciência da Informação (28º); Engenharia de Petróleo (29º); Agricultura e Silvicultura (32º); Medicina (43º); Farmácia e Farmacologia (43º); Arquitetura/Ambiente Construído (48º); Ciências da Vida e Medicina (49º); Sociologia (50º).
  • Unicamp: Odontologia (26º); Engenharia de Petróleo (38º); Antropologia (42º).
  • Unesp: Odontologia (38º).
  • UFRJ: Antropologia (47º); Engenharia de Petróleo (48º).

A análise ressalta o papel da escala brasileira e de políticas de inclusão para ampliar o impacto da educação superior. O vice-presidente da QS aponta que o impulso depende de financiamento à pesquisa e de colaboração internacional, ainda diante de restrições estruturais no Brasil.

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