- A ABMRA aponta média de idade de 48 anos entre produtores, 61% atuam por tradição familiar e apenas 9% possuem nível superior completo.
- A pesquisa consolida dados de 16 estados, com 280 perguntas sobre 14 culturas agrícolas e quatro rebanhos, orientando ações futuras do setor.
- Sessenta e seis por cento dos produtores dizem que mudanças climáticas afetam as atividades, e 31% relatam dificuldades para adotar novas tecnologias.
- O presidente da ABMRA, Ricardo Nicodemos, afirma que a idade e o baixo nível educacional são preocupações; investimentos em educação e tecnologia são considerados essenciais.
- Em entrevista ao Record News Rural, ele destaca que o Brasil já teve crise de segurança alimentar no passado e que é preciso ampliar o ensino para sustentar o crescimento agro nos próximos anos.
O levantamento da ABMRA (Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro) revela o perfil socioeconômico dos produtores rurais brasileiros. A idade média é de 48 anos, e 61% atuam na atividade por tradição familiar. Apenas 9% possuem ensino superior completo.
O estudo envolve 280 perguntas, contemplando 16 estados, 14 culturas agropecuárias e quatro setores de produção. Os dados ajudam a mapear motivações e percepções diante de desafios atuais do setor, como inovação e gestão.
Mais de 86% dos produtores reconhecem que as mudanças climáticas afetam a atividade. No entanto, 31% relatam dificuldades para adotar novas tecnologias voltadas a esses impactos.
Dados-chave do levantamento
Ricardo Nicodemos, presidente da ABMRA, afirma que a combinação de idade avançada e baixos níveis educacionais preocupa a entidade. Segundo ele, investir em educação e tecnologia é essencial para sustentar o crescimento do agro.
Em entrevista ao Record News Rural na sexta-feira, 27, Nicodemos ressaltou a necessidade de políticas que ampliem o acesso a formação técnica e inovação. Ele destacou que o Brasil já demonstrou liderança em várias culturas e rebanhos e pode manter esse papel com investimentos adequados.
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