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Prematuridade e baixo peso ao nascer ligados a desafios cognitivos e escolares

Prematuridade e baixo peso ao nascer ligam-se a dificuldades cognitivas e escolares, com queda média de cerca de 10 pontos no QI, reforçando a importância do acompanhamento precoce

Pesquisa mostra impacto no QI e no desempenho acadêmico em bebês prematuros — Foto: Laura Garcia/Pexels
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  • Novo estudo da JAMA Pediatrics aponta que prematuridade e baixo peso ao nascer estão ligados a dificuldades cognitivas e escolares ao longo da vida.
  • A pesquisa, que reuniu dados de centenas de estudos, mostra que bebês prematuros ou com baixo peso tendem a ter desempenho intelectual e acadêmico abaixo da média em relação aos nascidos a termo.
  • Dificuldades aparecem em áreas como leitura, matemática e escrita, com maior necessidade de apoio educacional especializado.
  • Dados dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças indicam maior mortalidade e deficiências a longo prazo entre prematuros, especialmente antes de 32 semanas, incluindo problemas respiratórios, atrasos no desenvolvimento e questões sensoriais.
  • Especialistas ressaltam que, embora as diferenças possam diminuir com o tempo, persistem; acompanhamento precoce e intervenções podem fazer diferença no desenvolvimento.

Um novo estudo publicado na JAMA Pediatrics mostra que bebês nascidos prematuros ou com baixo peso ao nascer tendem a enfrentar dificuldades cognitivas e escolares ao longo da vida. A pesquisa agrega evidências globais sobre esse vínculo.

A análise reuniu dados de centenas de estudos internacionais, indicando maior probabilidade de dificuldades em leitura, matemática e escrita, além de necessidade frequente de apoio educacional especializado.

Dados dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), nos Estados Unidos, apontam taxas mais altas de mortalidade e de deficiências entre prematuros, principalmente antes de 32 semanas. Sobreviventes podem apresentar complicações respiratórias, alimentação inadequada, paralisia cerebral, atrasos no desenvolvimento e problemas de visão ou audição.

O QI médio entre esses grupos costuma ficar próximo de 10 pontos abaixo do observado em crianças nascidas a termo. Contudo, especialistas ressaltam que esse não é um destino fixo e que intervenções precoces podem reduzir impactos na saúde e no desempenho escolar.

Impactos a longo prazo

A literatura evidencia que os efeitos podem se estender pela infância e adolescência, com variações individuais. Ainda assim, o acompanhamento contínuo é crucial para identificar dificuldades e favorecer estratégias educacionais adequadas.

Além da saúde, o cuidado ao longo dos primeiros anos é determinante para o desenvolvimento global. Avanços médicos têm aumentado a sobrevivência de bebês prematuros, tornando essencial o suporte multidisciplinar durante a infância e o acompanhamento pediátrico.

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