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Crise de nudes por deepfake em escolas é ainda pior do que parecia

Deepfakes sexuais atingem cerca de noventa escolas e mais de seiscentos estudantes, em escala global, com impacto duradouro nas vítimas

Photo collage showing scenes from schools and parts of the photos are blurred and pixellated.
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  • Um estudo conjunto da WIRED e Indicator aponta que quase 90 escolas e mais de 600 alunos em todo o mundo foram atingidos por imagens sexuais geradas por IA, conhecidas como deepfakes nudificadas.
  • As imagens, envolvendo menores, são criadas por jovens com acesso a ferramentas de IA desde 2023 e costumam se espalhar via redes sociais e mensagens entre colegas.
  • A análise acompanha casos em pelo menos 28 países, com milhares de incidentes relatados publicamente e padrões de vítima, agressor e disseminação recorrentes.
  • Organizações de proteção infantil destacam que a escala real pode ser bem maior, com estimativas de pesquisas internacionais indicando milhões de casos de deepfakes sexuais envolvendo crianças.
  • Escolas em diferentes regiões já adotaram medidas para reduzir danos, como não publicar fotos de alunos ou usar imagens de silhuetas e outras opções para evitar abusos digitais.

O estudo conjunto de WIRED e Indicator revela que a crise de deepfakes com nudez envolve escolas e alunas em escala global. Cerca de 90 instituições de ensino foram afetadas e mais de 600 estudantes impactados, desde 2023. O fenômeno envolve uso de IA para criar imagens ou vídeos sexualizados com menores.

Os pesquisadores compiling publicamente relatados identificaram casos em pelo menos 28 países. A maioria envolve adolescentes do ensino médio, com relatos de criação, distribuição e humilhação decorrentes dessas imagens. As evidências indicam que muitos incidentes não são amplamente divulgados pela imprensa.

A análise aponta que as imagens costumam circular por aplicativos de mensagens e redes sociais, atingindo várias turmas e escolas ao mesmo tempo. Em muitos casos, as vítimas relatam sofrimento intenso, incluindo ansiedade e medo de exposição futura. Os autores destacam a falta de preparo de escolas e autoridades para responder.

Panorama global e impactos

A crise mostra alcance mundial e potencial de ganhos para criadores de conteúdo. Estudo também aponta lacunas de dados, haja visto que muitos casos são resolvidos de forma privada e não tornam-se públicos. O documento destaca a necessidade de respostas rápidas e bem coordenadas entre escolas e órgãos de segurança.

Regiões com maior número de relatos incluem América do Norte, Europa e parte da América do Sul. Em alguns casos, jovens enfrentam medidas disciplinares ou processos legais. Organizações de proteção à criança ressaltam a gravidade do tema e a necessidade de prevenção.

Profissionais ressaltam que o problema não é apenas tecnológico, mas sociocultural. A facilidade de acesso a ferramentas de nudificação aumenta a escala, velocidade e alcance dos abusos. Especialistas destacam a importância de políticas escolares que protejam estudantes e visem à responsabilização de autores.

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