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Estudantes da USP aderem à greve e ampliam reivindicações

Estudantes entram na greve da USP, ampliando cobranças por bolsas, restaurantes e gestão de espaços após críticas à gratificação exclusiva para docentes

Manifestantes durante ato na USP, em São Paulo, na 4ª feira (15.abr.2026)
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  • Estudantes aderem à greve na USP, ampliando demandas para bolsas, restaurantes universitários e gestão de espaços após insatisfação com a Gratificação por Atividades Complementares Estratégicas (GACE) destinada apenas a docentes.
  • A greve teve início na quarta-feira, 15 de abril de 2026, e está vinculada à campanha salarial unificada com a Unesp e a Unicamp.
  • Os estudantes pedem elevação das bolsas do Papfe de 885 reais para 1.000 reais (bolsas integrais) e de 335 reais para 500 reais (parciais), com 105 cursos já aprovando a paralisação.
  • A reitoria informou que o Papfe é política consolidada e que, em 2026, o conjunto dos programas terá aporte de cerca de 461 milhões de reais, beneficiando 15.869 estudantes.
  • A universidade marcou a primeira reunião de negociação para esta quinta-feira, 16 de abril, para discutir as reivindicações dos funcionários e os efeitos da gratificação voltada a docentes, com o reitor Aluísio Segurado à frente.

Paralisação envolvendo funcionários da USP ganha contornos estudantis. A greve, iniciada na semana passada, se expandiu para incluir pautas estudantis como bolsas, restaurantes universitários e gestão de espaços. A mobilização ocorre na USP, em São Paulo, desde 15 de abril de 2026, em resposta à gratificação criada para docentes.

A norma em debate é a Resolução nº 8.969, de 2 de abril de 2026, que instituiu a Gratificação por Atividades Complementares Estratégicas (GACE) para docentes, com pagamento mensal fixo por até 24 meses, sujeito a orçamento. Trabalhadores argumentam que o benefício favorece apenas parte da comunidade.

Na assembleia que aprovou a greve, o Sintusp propôs reajuste de cerca de 14% para recompor perdas desde 2012, somado a um valor fixo de R$ 1.600 e abono de horas de ponte e recesso. A paralisação foi decretada por tempo indeterminado e ligada à campanha salarial com Unesp e Unicamp.

ESTUDANTES COBRAM REAJUSTE DE BOLSAS

Segundo a Adusp, o DCE-Livre informou que 105 cursos entraram em paralisação na terça-feira, com demandas como aumento das bolsas do Papfe, reajuste de valores e melhoria nos restaurantes. A meta estudantil é elevar bolsas integrais de R$ 885 para R$ 1.000 e parciais de R$ 335 para R$ 500.

Em nota da Adusp, a reitoria afirmou que o Papfe é política consolidada e que, em 2026, o conjunto de programas terá aporte de cerca de R$ 461 milhões, aumento de 8,25% em relação a 2025, beneficiando 15.869 estudantes.

REITORIA PRETENDE NEGOCIAR

O Sintusp informou que a reitoria marcou a 1ª reunião de negociação para esta sexta-feira, 16 de abril, após a continuidade da greve aprovada. O objetivo é discutir as reivindicações dos funcionários, incluindo a pauta salarial e os impactos da GACE. Não havia ainda proposta formal anunciada.

A negociação representa um dos primeiros movimentos do reitor Aluísio Segurado diante da greve, iniciada no início de sua gestão. Segurado tomou posse em 23 de janeiro de 2026 para o mandato 2026-2030.

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