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Estudantes da USP indicam greve após paralisação de funcionários

Greve estudantil na USP avança após paralisação de funcionários e aprovação de gratificação de R$ 239 milhões aos docentes; novas assembleias definem adesão

Fachada USP Campus Ribeirão Preto
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  • Estudantes da USP aprovaram greve na noite de quarta-feira (15), após paralisação dos funcionários na terça (14; fins). Os centros acadêmicos devem convocar assembleias para decidir sobre continuidade do movimento.
  • O DCE informou que a mobilização é irreversível e que busca melhorias em permanência estudantil, moradias, bolsas e alimentação.
  • O Sintusp, sindicato dos trabalhadores, cobra isonomia com a gratificação dada aos professores e quer o mesmo montante para funcionários, em dois anos.
  • A gratificação dos docentes, chamada Gace, prevê pagamento mensal de até R$ 4.500 a quem apresentar propostas consideradas estratégicas; custo anual estimado em quase R$ 239 milhões.
  • Um ato em apoio a estudantes e funcionários está marcado para quinta-feira (16), às 14h30, em frente à reitoria, que afirmou buscar diálogo e grupos de trabalho sobre permanência estudantil.

Ato de greve de estudantes da USP ganha força após decisão da reitoria de conceder bônus a docentes. Na noite de quarta-feira, 15, alunos da Universidade de São Paulo aprovaram a paralisação em assembleia no vão da FFLCH, no campus do Butantã, zona oeste de SP. A convocação partiu do DCE.

A adesão inicial ocorreu na terça, 14, quando alunos comunicaram apoio à greve já deflagrada pelos funcionários da instituição. Agora, o centro acadêmico de cada curso deverá organizar novas assembleias para decidir pela continuidade ou não do movimento.

Os estudantes reivindicam melhorias nas condições de permanência estudantil, incluindo moradia, bolsas e alimentação. O DCE afirmou, em redes sociais, que a mobilização é irreversível desde então, destacando que a qualidade da universidade deve beneficiar toda a comunidade.

A reação aos acontecimentos envolve o Sintusp, que representa o corpo técnico-administrativo. O sindicato exige isonomia na remuneração após a aprovação, no fim de março, de um bônus para os docentes equivalente ao gasto que seria aplicado aos funcionários.

A reitoria autorizou, no final do mês passado, a Gratificação por Atividades Complementares Estratégicas, chamada de Gace. O benefício prevê pagamento mensal de cerca de R$ 4.500 para docentes que apresentem propostas em áreas estratégicas da instituição.

Segundo a USP, a gratificação pode atingir cerca de 82% do total de docentes, estimado em mais de 4,5 mil profissionais, e tem custo anual estimado em quase R$ 239 milhões. A medida foi aprovada pelo Conselho Universitário.

Uma mobilização conjunta entre estudantes e funcionários está prevista para esta quinta-feira, 16, às 14h30, em frente à reitoria, conforme convocação do Sintusp. A adesão ao movimento dependerá das assembleias que devem ocorrer nos centros acadêmicos.

A reitoria afirma que mantém o diálogo com entidades estudantis e planeja a criação de grupos de trabalho temáticos para discutir políticas de permanência estudantil, com participação do corpo discente. A administração reforça o compromisso de diálogo e diversidade.

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